Moro e o peso do golpe em dólar, sob o veto da OAB

por Sulamita Esteliam

Indecente. Eis a palavra que define as relações profissionais do ex-juiz-inquisidor, Sérgio Moro com a empresa estadunidense papa-falidos, que trabalha a recuperação da Odebrecht, a ex-maior construtora brasileira que ele, Moro, levou à falência quando no comando da operação Lava Jato.

Qualquer que seja a atividade a vir a ser exercida como sócio-diretor da A&M. É um escândalo.

E bem mostra o caráter do ex-ministro da Justiça do desgoverno do capiroto-genocida, a quem serviu de bandeja a eleição presidencial, condenando e mantendo preso quem passaria por cima dele pela vontade popular.

O candidato a Tio Patinhas receberia a bagatela de US$ 432 mil dólares no cargo de diretor da Alvarez & Marsal. É o caso até de pensar em abrir mão da cidadania brasileira, quem sabe!

Como bem disse Fernando Haddad, Moro decidiu receber em dinheiro sua contribuição ao golpe político-judicial.

Vergonha deslavada que o Conselho de Ética da OAB-SP, nesta quarta-feira, 02 de dezembro, decidiu brecar: notificou o ex-juiz, a quem concedeu a chancela de advogado, que é vedada a possibilidade de ele vir a exercer atividade de advocacia, ainda que consultoria, à empresa norte-americana.

Ele nega que advogar seja a sua tarefa no novo emprego. A empresa contratante, porém, o apresenta como ex-ministro da Justiça do Brasil e ex-juiz da Lava Jato, operação de combate à corrupção.

De qualquer forma, se o fizer, promete a OAB, sofrerá os rigores das penas administrativas e judiciais pertinentes. No mínimo, pode ter que abrir mão da chancela advocatícia. Brinque!

O curioso é que a consultoria que admite Moro em seus quadros é a mesma que ajudou a defesa do ex-presidente Lula a provar que o Triplex pelo qual foi condenado jamais lhe pertenceu. O imóvel não seria repassado a ele sem a devida formalização pela OAS.

Duas notícias que inspiram, no Dia do Samba.

Em tempo: a lembrar, também, que minha Macondo celebra 300 anos de autonomia concedida pela realeza, em 02 de dezembro de 1720, data da criação da Capitania de Minas Gerais. No caso, a separação da Capitania de São Paulo.

Libertas, quae sera tamen.

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