Os embates da reta final

Último Comício de Dilma, Lula e Mercadante em Sampa, dia 27: nem a chuva dispersa a multidão. Foto Ricardo Stucket, via Rede Brasil Atual

Por Sulamita Esteliam

A pergunta do dia é: haverá ou não segundo turno na escolha para a Presidência da República? Toda a blogosfera se manifesta em torno do assunto que, seguramente, também está em cada esquina do país. Clique aqui para ler a análise de Renato Rovai, em seu blogue no portal da Revista Fórum. E aqui para ler o que o Azenha escreve sobre o último comício de Dilma, Mercadante e Lula em São Paulo, e a possibilidade de segundo turno para o governo daquele estado.

O DataFolha/TV Globo, da segunda, 27, aponta queda de dois pontos no percentual de votos válidos de Dilma  – de 54% para 51%, o que deixa a possibilidade de segundo turno na margem de erro. O Zé, “o enfadonho”, segundo o The Independent via Carta Maior, oscilou um ponto para cima – de 31% para 32%; e a verde-Marina, agora a queridinha da velha mídia, ganhou dois – de 14% para 16%.

Não se pode brigar com os fatos, se fatos são. Mas, o Instituto de Pesquisas DataFolha já mostrou que não é confiável – clique para ler o que diz o Conversa Afiada. Assim como o jornal que o criou e boa parte da velha mídia, provado está, mente; ou manipula os fatos em favor dos próprios interesses, que ora traduzem os do Zé.

Dados da pesquisa diária Vox Populi/IG/Band, por exemplo, de ontem – mostra Dilma com 53% dos votos válidos. Trata-se de sondagem do dia sobre as intenções de votos, contudo. Há contrapontos a reforçá-la, entretanto: análise de colunista do Estadão, publicada por Vi o Mundo – portanto insuspeita, no caso -, mantém a expectativa de a candidata de Lula levar a faixa, logo, no dia 03 de outubro: na média dos resultados mais recentes de quatro pesquisas de três institutos ela teria 55% dos votos válidos.

***********************************

Então, não há razões para pessimismo, mas sim para vigilância – o preço eterno da liberdade e da consolidação da democracia.

Estamos na reta final. Pela frente temos o debate da Globo, a “gloriosa”, na quinta-feira à noite. E mais quatro edições do Jornal Nacional/Jornal da Globo e três edições do Bom Dia Brasil -a infantaria da plim-plim contra o governo, Lula e Dilma. Em 1989, quem tem mais de 30 anos, e memória, deve se lembrar: a edição do JN pós debate Collor x Lula, distorceu, escandalosamente, o noticiário em favor do então “Caçador de Marajás” e contra o “Sapo Barbudo” metalúrgico, na antevéspera do segundo turno. Deu no que deu.

Em 2006, Lula tinha 56% das intenções dos votos válidos, e não foi ao debate da Globo. Mas, o mesmo JN deixou de noticiar a explosão do avião da TAM em Congonhas, que matou centenas de pessoas – o maior e mais trágico acidente aéreo da história do país. Ao invés disso, veiculou as imagens da montanha de dinheiro armada – e que estaria em mãos de “aloprados” do PT, foto de primeira página da mesma Folha. Só conseguiu adiar a reeleição de Lula para novembro. Tudo isso é fato.

*****************************************

Há quem ache que restou uma última “bala de prata” engatilhada, depois do intenso bombardeio das últimas semanas. E o Jornal Nacional seria o detonador. Então, estará encerrado o horário eleitoral no rádio e na TV, e a possibilidade de qualquer resposta.

É claro que é preciso estar atento para o que Ali Kamel, o kaiser, pode armar. Quero crer, e confiar, que os tempos são outros, porém.


Deixe uma resposta