O bispo e os caminhos da mídia tupiniquim

por Sulamita Esteliam
Charge capturada em http://www.blogdacidadania.com.br

Errei. Mas continuo intrigada, no mínimo curiosa: o Jornal Nacional passou por cima da notícia da denúncia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, pelo Ministério Público Federal em São Paulo – aqui neste blogue. O assunto se limita ao portal G1, postado no final da manhã de ontem. Será por quê, por que será …?

Perdi o Jornal da Record, a rede do bispo, mas a busca na página resultou vã. Entretanto, está lá, no portal R7, postagem do final da tarde, matéria com a defesa, que reproduzo mais abaixo.

Na blogosfera – inclusive a ativista -, até aonde pude navegar, o silêncio foi retumbante.

Sim, o sítio de CartaCapital publicou a notícia, reproduzida da Agência Brasil.

O blogue do Edir Macedo, passou ao largo da denúncia. No dia 12, tratou de outra ameaça, a seu ver: “Os antiespíritos-santos“. Talvez porque tenha outros propósitos – clique para ler sobre outros interesses envolvendo a Universal e a Globo; também no vídeo abaixo, relativo a 2009.

A Bandeirantes e a Rede TV, por seu lado, reproduziram o assunto em seus portais, com matéria da Agência Estado: aqui e aqui. A Rede Tv, inclusive, rememora denúncia parecida em 2009 – só que envolvendo mais nove pessoas. Há vasta informação a respeito no portal global.

No G1 se pode encontrar, ainda, a lista dos principais assuntos do Twitter no dia de ontem. Não por acaso, a denúncia do comandante da Universal ocupa a segunda colocação, em São Paulo.

Os caminhos da mídia são diversos, mas não insondáveis como aqueles da espiritualidade.

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Ministério Público Federal denuncia bispo Edir Macedo

Advogados de defesa alegam que são acusações antigas, já contestadas anteriormente

O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo ofereceu denúncia contra o bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record, e mais três dirigentes da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus).

Além de Macedo, foram denunciados também o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa.

O advogado Antonio Sérgio Moraes Pitombo, que defende a IURD, disse ao R7 que a denúncia traz alegações antigas, que já foram motivo de procedimentos anteriores. Ele vê “efeito midiático” na manifestação do Ministério Público.

– Essas denúncias que vêm assim, com publicidade, são para efeito midiático. Essa é uma ação que é repetição de uma que já foi discutida no Tribunal de Justiça de São Paulo. É um assunto velho sendo requentado.

Edir Macedo e os outros representantes da IURD são acusados de formação de quadrilha.

A advogada Denise Vaz, que trabalha com Pitombo, reiterou que as alegações feitas agora pelo MPF já foram declaradas “inverídicas” em ocasiões anteriores. Segundo ela, trata-se de um assunto que é “ressuscitado de tempos em tempos”.

– Pudemos verificar que são alegações de condutas indevidas que já existiram no passado e que estão sendo apenas repetidas. Nenhuma delas até hoje se confirmou em nenhum procedimento. Pelo contrário, foram refutadas nos procedimentos que já houve no passado. Elas se mostraram inverídicas.

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