Para comemorar: prática de mutilar mulheres em África reduz

por Sulamita Esteliam

Até que enfim uma boa notícia, e ela vem d’África, e diz respeito à redução da prática, terrível, de mutilação genital de meninas e mulheres, que se estende à Ásia e ao Oriente Médio. Foi anunciada pela Unicef/ONU, no Dia Internacional de Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina, dia 06 de Fevereiro.

A boa nova me foi indicada pela amiga jornalista e blogueira, Reiko Miúra, via Facebook. Foi publicada pelo sítio, excelente, Sul21. Transcrevo:

2.000 comunidades na África abandonam mutilação genital feminina

A informação faz parte do relatório “Principais Resultados e Destaques 2011”, feita pela UNICEF e o Fundo de População das Nações Unidas | Foto: Divulgaçã

A informação faz parte do relatório “Principais Resultados e Destaques 2011”, feita pela UNICEF e o Fundo de População das Nações Unidas | Foto: Divulgação

Da Redação

De acordo com Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), quase 2.000 comunidades na África abandonaram a prática de mutilação genital feminina.

Esse dado faz parte do relatório “Principais Resultados e Destaques 2011” divulgado nesta segunda-feira (6), feito em conjunto pelas duas entidades e tem como objetivo argumentar nas comunidades que a prática não é uma exigência religiosa.

De acordo com o Diretor Executivo da UNFPA, Babatunde Osotimehin, “esses resultados mostram que normas sociais e práticas culturais estão mudando, e que as comunidades estão unidas para proteger os direitos femininos”, disse, na comemoração do Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

Em seu discurso, Osotimehin pediu a renovação dos compromissos para colocar um fim a essas práticas. “Com a ajuda da comunidade global, nós podemos abolir as mutilações genitais femininas em uma geração e ajudar milhões de mulheres a ter vidas mais saudáveis e plenas”, defendeu.

Todo ano, perto de três milhões de garotas enfrentam o risco de mutilação. A maioria na África e em alguns países da Ásia e no Oriente Médio. As mutilações se referem a um número de práticas que envolvem decepar parte ou o todo da genitália externa feminina. A prática, reconhecida como violação dos direitos humanos, não traz benefícios à saúde, causa muitas dores, além de problemas a longo prazo.

O relatório mostra que por toda a África, mais de 18 mil comunidades já tiveram sessões de educação, quase três mil líderes religiosos declararam publicamente que a prática deveria se encerrar e mais de três mil veículos de mídia já cobriram o assunto. Antes dos resultados de 2011, outras oito mil comunidades já haviam abandonado a prática em 2010.

Com informações da ONU/BR

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