por Sulamita Esteliam

Recebi, semana passada, gentil telefonema da coordenação do Prêmio Abdias Nascimento de jornalismo, iniciativa da Cojira – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro. Queriam me avisar da extensão do prazo para inscrição , agora até o próximo 31, e convidar-me a participar desta, que é a segunda edição do prêmio; participei ano passado com entrevista publicada no A Tal Mineira. Esta reles blogueira agradece a deferência e tentará corresponder à expectativa.
Então, caras e caros coleguinhas, ainda é tempo: podem ser inscritas matérias e reportagens e/ou fotos publicadas no período de 1º de maio de 2011 a 31 de julho de 2012, em meio impresso, eletrônico e digital. A temática é o combate ao racismo e o olhar voltado para a diversidade da população brasileira . Para conhecer o regulamento e se inscrever, acesse aqui.
“Não há dúvidas que dar visibilidade à população negra, reconhecê-la como sujeito de voz ativa na sociedade, discutir os seus problemas, buscar soluções e representá-la de forma equilibrada e positiva é o que há de mais novo e desafiador para o jornalismo brasileiro. O Prêmio Abdias propõe estimular a prática deste novo jornalismo”, avalia a jornalista Angélica Basthi, coordenadora do prêmio.
Para ela, “a mídia não tem o poder de entrar na mente de ninguém, mas tem influência na agenda pública. O Brasil não irá alcançar uma democracia madura sem discutir a questão racial. Além disso, a desigualdade racial impacta, negativamente, o desenvolvimento econômico. O jornalismo pode contribuir com reportagens bem apuradas e com dados estatísticos para esclarecer a população”.
Concordo com a análise de Basthi. Acrescentaria que tal invisibilidade e estereotipação não se restringe à população afrodescendente, ainda que esta seja maioria dentre os brasileiros e brasileiras. Antes, engloba todas as ditas minorias: além dos negros, índios, ciganos, homossexuais, as mulheres e os pobres de modo geral.
O Prêmio Jornalista Abdias Nascimento distribui R$ 35 mil em premiação. Conta com o apoio da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e demais Cojiras – Distrito Federal, São Paulo, Alagoas, Paraíba e Bahia -; do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros (RS) e do Centro de Informações das Nações Unidas. O patrocínio é da Fundação Ford, Fundação W. K. Kellogg e da Oi.
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