Estamos de volta, no Dia da Amazônia

por Sulamita Esteliam

Impus-me a tarefa de concluir o novo romance antes que setembro chegasse,  e trabalhei duro ao longo de agosto, após anos de procrastinação. Missão cumprida, a 4 minutos de virar abóbora.

O Livro de Dora e Outras Marias –  o peso dos silêncios e o poder do afeto está pronto para revisão. Agora é correr atrás de editora para botar na rua a nova cria. Mangas arregaçadas e dedos cruzados.

Foi um longo e acidentado trabalho de parto; meu processo de escrita, que se quer literária, sempre foi lento, ademais. Um tal de reescrever sem fim, em busca da perfeição que inexiste.

Mas, enfim, posso retornar ao blogue, que ficou um mês inteiro a  ver navios. Foi-se o tempo da mulher-polva, que dava conta de sete coisas simultaneamente e mantinha reserva, constata-se.  E isso é porque ainda me incluo na categoria das velhinhas serelepes.

O blogue A Tal Mineira celebra 13 anos em 11 de setembro. Bem que tento, mas tem sido impossível me desapegar dele. Assim, seguimos mantendo a atualização semanal, já ensaiada, sempre que possível.

A propósito de direitos humanos e de política de governança, a boa notícia deste 05 de setembro, Dia da Amazônia, é a retomada da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária, desmantelada pelo desgoverno passado.

Retomada fundamental para dar a devida prioridade às políticas públicas de conservação ambiental e de uso social da terra. E também da preservação da floresta.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar volta a coordenar esse trabalho de identificar, destinar e regularizar as terras federais em territórios indígenas e de comunidades tradicionais sobre as terras ocupadas. 

A chancela do presidente da República, que demarca duas terras indígenas, dentre outras medidas de preservação ambiental, se deu em cerimônia no Palácio do Planalto. Presentes as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajaras, e vários outros da equipe Lula da Silva.

A Amazônia tem pressa de sobreviver à devastação feita por poucas pessoas que não querem enxergar o futuro, que, em poucos anos, poluem e destroem o que a natureza levou milênios para gerar. Tem pressa de se manter viva, saudável e com força para enfrentar as mudanças climáticas.”

“O povo da Amazônia também quer se ver livre da violência, do subdesenvolvimento, da violência que lhe arranca as oportunidades. Nada melhor que o Dia da Amazônia para demonstrar que o Governo Federal também tem muita pressa, o que o já fez reduzir para um terço os índices de desmatamento e que nos permite chegar hoje aqui com o anúncio de novas ações concretas, com a urgência que as questões ambientais e sociais impõem.”

Palavras do presidente Lula. Amém

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com Agênciagov.ebc – Foto: Bruno Batista/VPR

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