PT mineiro presta tributo a Anita Dulci

Por Sulamita Esteliam
Convite recolhido no Blog do Nilmário

Do Blog do Nilmário, retiro a informação de que Anita Soares Dulci dá nome ao Centro de Documentação, Memória e Informação do PT de Minas: na sede do partido, Rua Bernardo Guimarães 3057, Barro Preto. Mais do que justa homenagem. Pena que não tenha podido ir, embora ainda esteja em Beagá. Foi inaugurado dia 13, data em que se instituiu o AI5, que tornou a ditadura ainda mais tenebrosa; há 42 anos.

Integram o acervo os textos que Nilmário Miranda escreveu sobre as pessoas que partiram ao longo dos 30 anos do PT mineiro. Aliás, partido que, em Beagá, “precisa se repensar e ter uma visão estratégica”, na definição do próprio Nilmário. Mas isso é outra história, para outra postagem.

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De volta ao assunto principal, Anita Soares Dulci filiou-se ao PT desde a sua fundação. Contribuiu, decisivamente, para o crescimento do partido em Santos Dumont, na Mata Mineira,  onde foi candidata por duas vezes. Faleceu em 21 de janeiro de 1998, aos 72 anos, e foi enterrada com a bandeira petista.

Não viveu para ver o partido que ajudou a construir assumir o poder, em 2002. Mas um de seus filhos, Luiz Dulci, é ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República nos dois mandatos de Lula. Dulci é membro da Executiva Nacional do partido desde a sua fundação, do qual foi secretário-geral até março de 2003.

Foi, também, secretário Municipal de Governo e, depois, de Cultura em Belo Horizonte dentre outras funções partidárias de relevo. Foi em sua gestão como secretário de Cultura, no governo do saudoso Célio de Castro que a capital completou 100 anos, em 1997. Como parte das comemorações a prefeitura apoiou uma série de publicações sobre a história da cidade. Dentre elas, o livro Estação Ferrugem, desta escriba, uma parceria com a Editora Vozes. Dulci e “Ti Célio” assinam a apresentação.

Dona Anita tem outro filho do qual, particularmente, me lembro sempre com muito carinho: Octávio Dulci, doutor em Ciência Política e professor do Departamento de Ciências Sociais da UFMG. Tenho orgulho de ter sido aluna dele, de Sociologia, no curso de Comunicação Social da Fafich  Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, turma de 1979. Estudioso da política mineira, em particular, tinha nele fonte preciosa de análise nos tempos do exercício da reportagem política nas Gerais.

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