Por Sulamita Esteliam

Recife hoje amanheceu debaixo dágua. Choveu pesado toda a madrugada e mais da metade da manhã. Houve alagamentos em várias partes da cidade, sobretudo na Zona Sul, complicando o trânsito e dificultando a vida dos pedestres. Um homem morreu eletrocutado, na Av. Caxangá, Bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da cidade.
A queda de uma árvore sobre fios de alta tensão, em contato com a água, provocou um curto circuito. Paulo José de Oliveira Sobrinho, de 27 anos era catador de papel.
Em alguns locais de Boa Viagem, as pessoas andavam com água até os joelhos. Em outros, a água invadiu garagens de prédios, deixando os carros boiando. O serviço de internet caiu, como de praxe e só foi restabelecido no final da tarde. Felizmente – aqui e na maior parte da cidade – apenas e tão somente transtornos físicos e materiais. Nos morros, concentrados sobretudo na Zona Norte, houve registro de um deslizamento, sem vítimas.
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Justiça seja feita: o trabalho preventivo da prefeitura, há 10 anos sob gestão popular, tem conseguido poupar vidas, mesmo no inverno, que é o período chuvoso nestas plagas – de abril a agosto. A despeito a ocupação de locais de risco ser a tônica também por aqui, a urbanização e o monitoramento das comunidades tem evitado desastres e/ou reduzido suas consequências sobre a população.

Faz, nada mais, nada menos, que cumprir o dever de poder público – ação que faltou na região serrana do Estado do Rio. Lá, o número de vítimas das chuvas que castigam Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópoles, dentre outros municípios, já soma 771 e tende a aumentar, na medida em que avança o trabalho de resgate. A lista de desaparecidos é crescente: já são 400 nesta sexta, segundo a Defesa Civil.
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No final da tarde, a Codecir – Coordenadoria de Defesa Civil do Recife divulgou o balanço das ocorrências desta sexta, 21, de chuvas extemporâneas: 50 pedidos de vistorias e 119 visitas de monitoramento realizados, com aplicação de 8.384 metros² de lonas plásticas.
O telefone da Codecir, para qualquer ocorrência ou solicitação de vistoria: 0800.0813400
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Matéria publicada pelo Correio do Brasil dá conta de que o ano de 2010 foi o mais quente dos últimos 12 anos, considerando a média da temperatura anual desde 1998.
O estudo é da Organização Meteorológica Mundial, órgão das Nações Unidas. Aponta a ocorrência de fenômenos climáticos extremos. Considera e menciona a primeira semana de 2011 como exemplo de continuidade deste processo, como as enchentes na região serrana do Rio de Janeiro.
Dois mil e dez também foi um ano marcado por desastres naturais: vulcões, terremotos e enchentes, assim como variações de alta e baixa temperaturas.
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