Barba, cabelo e bigode

Por Sulamita Esteliam
 

O governador e os dois senadores: vitória tripla. Fotos: Blog de Humberto

Eduardo Campos botou quase três milhões de votos (82,84%) sobre Jarbas Vasconcelos (PMDB). É mais do que o dobro do que o ex-governador conseguiu sobre Miguel Arraes, o avô de Campos, em 1998. Pense numa forra espetacular! Jarbas amargou não a segunda colocação (14%), mas a maior derrota política de sua vida pública.

 

E vai ficar sem companhia no Senado: os eleitores elegeram Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT), parceiros do governador (PSB) e de Dilma Roussef (PT) para as vagas duas vagas a serem renovadas. Ficaram a ver navios Marco Maciel (DEM) e o neocomunista-liberal, Raul Jugmann (PPS). Juro a vocês: não pensei que viveria para assistir a algo parecido.

Aliás, outros próceres da direita foram mandados para aposentadoria, pelo menos temporária. Gente chegada a valentias – tipo ameaçar o presidente da República de dar-lhe uma surra – como Arthur Virgílio (PSDB-AM). A vaga dele ficou com uma moça do PCdoB, Vanessa Grazziotin.

Estão fora, também: Tasso Jereissati (PSDB-CE), César Maia (DEM-RJ), Germano Gigotto (PMDB-RS); Heráclito Fortes e Mão Santa (PMDB-PI), César Borges e José Carlos Aleluia (DEM-BA), dentre outros do mesmo calibre. Pena que o furacão eleitoral não varreu gente do porte de José Agripinio Maia (DEM-RN), beneficiado pelo bom desempenho nas urnas de sua colega de partido, que se elegeu governadora no primeiro turno, Rosalba Ciarlini.

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A Frente Popular por Pernambuco, do governador reeleito, fez 20 dos 25 deputados da bancada federal do estado, inclusive os cinco mais votados: Ana Arraes, reeleita pelo PSB – mãe do governador; Eduardo da Fonte (PP), João Paulo (PT) – ex-prefeito do Recife; Inocêncio Oliveira (PR) – ex-presidente da Câmara; pastor Eurico (PSB).

O PSB fica com cinco cadeiras: além da dupla citada, Fernando Filho, Danilo Cabral e Gonzaga Patriota (PSB). O PT fica com quatro: além de JP, Maurício Rands, Fernando Ferro e Pedro Eugênio (PT). O PDT garantiu dois acentos: Wolney e Paulo Rubem e o PCdoB uma -Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda e ex-secretária do governo Eduardo. As outras bancadas da coligação: PTB, três; PP e PR, dois; PSC, um.

Na aliança demo-tucana-pmedebista dissidente, salvaram-se Sérgio Guerra, ex-senador pelo PSDB; Medonça Filho (DEM), vice de Jarbas que completou seu mandato no governo do Estado, e perdeu a eleição para Eduardo, em 2006; o tucano Bruno Araújo, Raul Henry (PMDB), ex-secretário de Estado, candidato derrotado à Prefeitura do Recife, em 2008. Os quatro foram eleitos federais, com votação expressiva. Augusto Coutinho (DEM) também está eleito.

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O governador reeleito de Pernambuco faz, ainda, a maioria dos deputados na Assembleia Legislativa: 33 dos 49. O PSB, partido de Eduardo Campos, é a maior bancada: 13: o PTB de Armando Monteiro, que ultrapassou Humberto Costa na votação para o Senado, é a segunda, com sete; o PT tem cinco – e o PDT, três deputados. O PR e o PCdoB fazem um deputado, cada qual. O PSC, também, mas o mais votado: Pastor Collins.

O PSDB não fez coligação para o legislativo estadual e elegeu cinco deputados. O PV de Marina fez apenas um deputado, assim como o demo.  As demais cadeiras se pulverizam entre partidos menores, não necessariamente de oposição.

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