Mentira tem perna curta, o retorno em dose dupla

Por Sulamita Esteliam
Adesivo, gentilmente, enviado por Joaquim Alves, da Ecobag-Recife

Pesquisas são pesquisas, nada mais que pesquisas. Mas o nervosismo das hostes demotucanas com os últimos resultados divulgados pelo Vox Populli/IG, na análise do Balaio do Kotcho, e Ibope/TV Globo parece evidente. Apesar do “ziguezague” do Sensus, na tradução do Vi o Mundo. É o que revelam os dois assuntos que movimentaram o dia da cobertura da campanha – no capítulo da mentira, manipulações e dissimulações. Com o auxílio luxuoso da velha mídia de sempre. E a contra-informação dos blogues “sujos” e redes sociais.

Traduz-se, primeiro, na pantomina armada pelo Zé e seu estafe, no conflito entre militantes do PT e do PSDB, no Rio, nesta quarta-feira. Puro embuste, desmascarado pela reportagem do SBT. Registre-se: apenas o SBT levou ao ar a matéria com enfoque nos fatos como eles se deram.

O Luiz Nassif On Line também mostra o “objeto não identificado”: nada mais que uma bolinha de papel. Que levou o Zé a dois hospitais, onde teria feito tomografia. Pergunto, será que tinha chumbinho enrolado no papel ou fita crepe? Será que ele não estava com fome!?

Se quiser rir mais um pouco e relaxar, nós merecemos, confira as versões I e a II do Cloaca News para o episódio.

Agora, falando sério, Luiz Carlos Azenha, com sua experiência de ex-repórter da Globo, deduz o que vem por aí para tentar surrupiar a eleição de Dilma.

Já Renato Rovai, em seu blogue, também alerta para a similaridade entre o episódio de hoje e o de Collor, em Santa Catarina, em 1989.

Cruz-Credo, vade-retro. Mangalu três vezes!

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Confesso que não me lembro mais de onde arrastei esta charge: Será do QTML?

O outro episódio é no mesmo diapasão. Diz respeito à quebra do sigilo fiscal de barões do tucanato: Eduardo Jorge, ex-porta-voz do governo FHC e Ricardo Sérgio, ex-presidente do Banco do Brasil – aquele do “estamos no limite da responsabilidade…”, ao comentar com o então presidente os excessos que garantiriam a entrega do sistema Telebrás ao setor privado. Além da filha do Zé, Verônica Serra – a cândida jovem senhora que quebrou o sigilo fiscal de 65 milhões de brasileiros. Escândalo, diga-se, que a velha mídia varreu e continua varrendo para debaixo do tapete. Será por quê?

Traz de volta à cena o jornalista mineiro, Amaury Júnior, ex-repórter do Estado de Minas, e autor do livro Os Porões da Privataria. Ironicamente, o lançamento do livro foi adiado para evitar “utilização eleitoreira”, segundo o autor, que negou – e agora confirma – a quebra do sigilo. Clique aqui para ler Tucanadas a rodo… matéria deste blogue a respeito.

O imbróglio envolve o jornal mineiro, que teria encomendado  a “investigação” e pago o intermediário do jornalista escalado. O pano de fundo seria a disputa entre os então governadores de Minas, Aécio Neves, e de São Paulo, José Serra – pré-canditados do PSDB a Presidência da República. Aécio nega.

A matéria da Folha e toda repercussão do PIG (leia no Conversa Afiada), ao longo do dia  e da noite, se esforçam para jogar no colo de Dilma, a responsabilidade pela quebra do sigilo. Ainda que a coisa tenha acontecido em 2009, quando ainda não havia definição das candidaturas – nem de Dilma, nem dos tucanos. O Blog do Rovai faz um bom resumo da história.

Aqui, aqui, e aqui, os detalhes no Luiz Nassif On Line, o primeiro a dar e questionar a notícia da Folha-falha.

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No meio da tarde, a Polícia Federal divulgou nota que desmente a versão da Folha-falha. Aqui, na página da PF da rede. Naturalmente desconsiderada pelo PIG. Eis a nota:

NOTA À IMPRENSA

Brasília/DF – Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:

1. O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;

2. Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;

3. A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;

4. As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;

5. Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;

6. A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.

Por: Divisão de Comunicação Social
Tel.: (61) 2024-8142

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