Caraminholas de uma sexta gorda

por Sulamita Esteliam

Não sei se você concordará comigo. Mas a mim, que estou para encerrar a minha criação de prole – minha caçula, de quatro que eu pari e mais duas que acompanhei de perto, tem 17 anos e meio -, me parece que, cada vez mais, a adolescência tende a se prolongar. E a guerra hormonal não tem nada a ver com o enredo.

Esse período conturbado de nossas vidas – tristezas sem liames, alegrias desmedidas, certezas vacilantes, independências forjadas, inseguranças descabidas, desejos fundamentados . Tudo isso vem sendo antecipado, em velocidade que tememos não acompanhar.

Em grande parte pelo bombardeio de informações do mundo de comunicações cada vez mais ágeis, e sem controle social e familiar, que incurta a infância. E vem sendo postergado para muito depois dos 20, no casamento das facilidades convenientes com o desvelo culpado.

Quem tem filho sabe disso – e quem os tem ou os teve muito jovem, ainda mais.

Aonde vamos parar com essa ciranda, não sei. Muito menos se refletir sobre nos leva a lugar algum. Quanto mais numa sexta-feira gorda.

Bom fim de semana.

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