por Sulamita Esteliam

Osama Barak Obama abusou da expressão, simbólica e simpática, em seu discurso no Teatro Municipal do Rio: together. Juntos. Como assim, cara pálida?
Ora, como não partilhar os investimentos e os lucros das Olimpíadas e Copa do Mundo; do Pré-Sal e da produção de biodiesel, por exemplo? Mas, retirar as barreiras protecionistas aos produtos brasileiros ou partilhar a governança mundial é outra conversa. Elementar, meus caros! Together, together, meu pirão primeiro.
Clique para ler, em Carta Maior, o discurso de boas-vindas em que a presidenta Dilma Roussef cobra isonomia de tratamento. Escondido pela mídia nativa. Of course.
Somos iguais, mas os Estados Unidos são mais iguais do que os outros. Aqui artigo revelador em Carta Maior. Obama, caixeiro-viajante, tirou a gravata nas incursões pela “cidade maravilhosa”. Exaltou os pontos de contato entre nossos países e nossa cultura. Enalteceu os avanços sócio-econômicos, as belezas naturais, a maturidade política e a democracia brasileiras. Que maravilha! Leia a análise de Luiz Carlos Azenha, no Vi o Mundo.
O Brasil, “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, também é a terra das oportunidades: “Vi isso em Cidade de Deus”, disse Obama. A Cidade de Deus, certamente não esquecerá Obama – leia em Carta Capital. Ao citar Jorge Ben Jor, verso e autor, levou ao delírio os cerca de 2 mil convidados presentes no Municipal. Que, ao final, o aplaudiram de pé. Então, tá.
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Dois dias antes, 13 manifestantes, maioria do PSTU, haviam sido presos em frente a Embaixada dos Estados Unidos. Houve passeata de protesto no domingo – aqui, o vídeo de Latuff. Foram libertados esta manhã, após o embarque de Obama, família e comitiva para o Chile. Também houve protesto, pacífico, de familiares das 154 vítimas do acidente com o boeing da Gol, em 2006, mas não li nem vi nada disso nos noticiários. Você viu, também não? Clique aqui.
No sábado, enquanto dialogava com a presidenta brasileira, o presidente norte-americano deu o OK para o ataque à Líbia, articulado pelos Estados Unidos e assumido pela França – de dentro do Palácio do Planalto.
Salve, simpatia!
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O menino pobre “do Pernambuco”, que alçou-se do chão de fábrica à Presidência da República, em referência a Luiz Inácio Lula da Silva, não compareceu. Já na véspera. “O Cara” declinara do convite para o almoço no Itamaraty, no sábado: “É para chefes de Estado”, teria dito. Paulo Henrique Amorim diz que a história é outra.
A jovem guerrilheira que lutou contra a ditadura e, anos depois, tornou-se presidenta do Brasil, também foi reverenciada pelo visitante. Esqueceu-se, naturalmente, de dizer que os Estados Unidos estiveram “juntos”, sempre, na preparação e na sustentação do golpe de Estado que nos impôs 21 anos de coturnos, perseguiu e torturou, quando não matou os filhos deste solo.
Aqui, extratos do discurso de Obama, pinçados pelo Conversa Afiada. Os WikiLeaks do golpe de 64 estão em Vi o Mundo. E as impressões do repórter Rodrigo Vianna, que cobriu a visita noturna da família Obama ao Cristo Redentor, estão no Escrevinhador.
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Aqui as informações oficiais, no Blog do Planalto.
E aqui, em Carta Capital, a análise da visita de Obama e a avaliação do governo Dilma, segundo o DataFolha, na proximidade dos 100 dias.
Ei amiga……minha frustração é não ter nascido com o dom da escrita.
Leio o que vc escreve e è isso aí; Osama .Amei
O menino Pernambucano maravilhoso …e que ajudou a eleger essa presidenta que agora já tem seus índices de aceitação crescendo.E olha que ela não aparece , na TV.Onde poderíamos ver melhor.Fala pouco mas dá o recado…..perfeito.E linda…muito elegante e muita classe…..E alguém disse que admira a postura do estadunidense (face book).
O homem mais poderoso do mundo (que horror) usa nossa casa para dar a palavra do início de mais mortes de civis sem explicação.Usa seus seguranças para revistar ministros.E o que pensam que são?
De olho em nossas riquesas, acostumados a usar esse País como quintal da casa deles .Com Lula e depois com Dilma o Brasil aos poucos se livra desse pesadelo USA.