por Sulamita Esteliam

Ontem não foi possível postar, como devido, a “cobertura” da entrevista coletiva do neurocientista Miguel Nicolelis, professor e pesquisador da Universidade de Ducke, EUA, na capital potiguar – anunciada aqui, no blogue. Faço-o agora, com o auxílio luxuoso do colega jornalista e blogueiro, Daniel Dantas, que enviou um apanhado dos “recortes” eletrônicos sobre o assunto.
A leitura das diversas coberturas – inclusive da Folha de SP, que trouxe a história a público – mostra que o barulho foi desproporcional ao fato, e este foi distorcido, valorizando ilações sobre o inexistente. Significa que faltou a devida apuração e o atendimento à regra mais elementar do Jornalismo: checar as informações e ouvir os dois lados.
Faltou, sobretudo, respeito para com a reputação de um dos 20 maiores cientistas do mundo no momento – clique para ler em Vi o Mundo. Um gênio, que poderia estar trabalhando em qualquer lugar do mundo, mas que escolheu aplicar e transferir seus conhecimentos no Brasil, no Nordeste brasileiro.
Homens cuja iniciativa podem tornar corriqueiras feitos como o do garoto Felipe Abelha, aluno da Universidade Federal de Campina Grande que conquistou para o Brasil a primeira medalha de ouro numa olimpíada internacional de informática.
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Relaciono, mais abaixo, alguns acessos a diferentes coberturas, inclusive a Bolha, quer dizer, Folha, que despachou para Natal repórter diferente do que aprontou a papagaiada. Tudo via De olho no discurso.
Transcrevo a matéria do Diário de Natal:
Edição de sexta-feira, 29 de julho de 2011
Nicolelis explica a saída dos neurocientistas
Cientista diz que foi apenas o fim de uma colaboração científica
Fernanda Zauli // fernandazauli.rn@dabr.com.br
Falando rápido e usando seu habitual boné do Palmeiras, o cientista Miguel Nicolelis explicou ontem à imprensa a saída dos oito neurocientistas ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). Em cerca de quarenta minutos de entrevista ele evitou falar de brigas internas no IINN-ELS e deu sua versão dos fatos. Nicolelis afirmou que não há rompimento da parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, apenas o fim de uma “colaboração científica”. Nicolelis disse que os neurocientistas fazem parte do quadro de professores da UFRN e foram contratados mediante um pleito que a UFRN fez ao Ministério da Educação (MEC) para a criação de 12 vagas de concursos para professores.

O concurso foi realizado e algumas vagas foram preenchidas. “Mas quando esses professores chegaram aqui para trabalhar não havia espaço no campus da UFRN para abrigá-los, porque o prédio doCampus do Cérebro ainda está sendo construído. Então a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) – (mantendeora do IINN-ELS) – abriu seu Instituto, que é privado, para abrigar esses pesquisadores, de tal maneira que eles pudessem iniciar seus trabalhos antes da construção do prédio do Campus”, disse Nicolelis. Para isso foi celebrado um convênio entre a UFRN e a AASDAP que cobria 30% das despesas operacionais (apoio técnico e administrativo, limpeza, organização, compra de quipamentos), os outros 70% eram custeados com recursos próprios da AASDAP. “Esse convênio terminaria em setembro, mas poderia ser renovado se houvesse interesse de ambas as partes. Mas os pesquisadores decidiram sair da sede do IINN-ELS antes mesmo do término do convênio”, disse Nicolelis.
Restrição ao uso de equipamentos
Outras publicações:
Tribuna do Norte: Pesquisas estavam “fora de foco”
Folha de São Paulo, via De olho no discurso: Futuro de estudos gerou cisão, diz Nicolelis
Embolando as Palaras: Nicolelis desabafa: “Tenho 50 anos, 30 anos de carreira, 200 trabalhos publicados. Eu nunca saí atirando”
Portal do Minuto: @Nicolelis: Equipamentos transferidos para UFRN somam R$ 232 mil