Dídimo Paiva, exemplo para todos nós

por Sulamita Esteliam

Estou em Beagá, mas ontem não pude ir ao lançamento dos livros do querido paraninfo e espelho do bom sindicalismo, Dídimo Paiva, no Palácio das Artes. Envolvida em compromissos pessoais e familiares, perdi a oportunidade de lhe dar um abraço, e comprar as obras, mas rendo aqui minhas homenagens e todo o meu respeito e admiração.

Os livros lançados foram: Passos de uma paixão: Dídimo Paiva e a dignidade no jornalismo, de Tião Martins e Alberto Sena e Um bunker na imprensa que reúne 75 textos de Dídimo, ambos pela Conceito Editorial. À venda, acredito, nas boas livrarias.

Aos 83 anos, Dídimo Paiva permanece exemplo de dignidade e ética profissional. Dedicou 60 anos de sua vida ao jornalismo, é lenda viva. Presidia o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais quando me formei pela Fafich/UFMG. Nossa turma, que inclui a atual presidenta do Sindicato, Eneida Costa, o escolheu paraninfo.

O Sindicato, à época, tinha estreita relação com as faculdades de Jornalismo, atuando firmemente na formação da conciência dos futuros profissionais. Registrar o diploma e se sindicalizar foram a primeira providência que tomei após me formar – e acredito a maioria de nós o fez.

Lembro-me, nitidamente, do que nos dizia, para aplacar nosso afã de trabalhar ainda estudantes: “Não queiram entrar na profissão pela porta dos fundos, pois estarão trabalhando contra seu próprio futuro profissional”.

Referia-se à nossa regulamentação profissional, que a meu ver peca por não prever estágio. Ou melhor, ainda hoje só contempla estágio acadêmico e no último ano do curso. Na realidade, desde sempre -mas hoje mais do que antes -, o estágio é usado como exploração de mão de obra barata para aviltar o mercado. Os sindicatos não têm pernas para fiscalizar e coibir os abusos.

Dídimo Paiva, lembra Nilmário, em seu blogue é precursor, ao lado de Lula da Silva, do Novo Sindicalismo: “Em Minas a renovação no sindicalismo atrelado começou com ele, João Paulo Pires, Célio de Castro, Arlindo Ramos, Virgílio Guimarães (jornalistas, metalúrgicos de João Monlevade, médicos, bancários, economistas). Eles apoiaram as oposições sindicais da classe operária”.


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