Mapeamos a violência contra mulheres na rede

por Sulamita Esteliam

Atenção mulheres  de todo o Brasil! Está no ar uma Iniciativa Global para Mapear a Violência contra a Mulher na Internet. A campanha Dominemos a Tecnologia!Take Back The Tech!, em inglês – insere-se em outra campanha, a dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, e é do interesse de todos nós. Aqui, é conduzida pela Rede Mulher e Educação e pela Rede Saúde, e conta com um sítio eletrônico para orientar e receber as colaborações: www.apc.org/ushahidi/main.

A informação me chega via Rede Mulher e Comunicação, enviada pela amiga Vera Vieira, da Rede Mulher e Educação, São Paulo, uma das coordenadoras da Campanha. Télia Negrão, da Rede Feminista de Saúde/Campanha Ponto Final integra a coordenação no Brasil.

O uso das tecnologias para a prática de violência é mais comum do que se pode imaginar. Atinge todo tipo de pessoas, mas são as mulheres e as crianças os alvos preferenciais, numa extensão do horror que se reproduz nos lares mundo afora: assédio online, perseguição pela internet, violação de privacidade e violência online contra grupos de pessoas por causa de gênero ou identidade sexual e política são crescentes.

A despeito da evolução das leis e da vigilância, também aqui no Brasil. As ações se voltam, sobretudo, para a investigação dos chamados crimes de ódio e proteção infantil, a exemplo de iniciativas como as da Safernet Brasil e do Ministério Público Federal. No que toca à violência sexista em rede, “os esforços dos governos de várias partes do mundo, frequentemente, omitem essas críticas e crescentes formas de violência” – aqui.

O que a campanha pretende reforçar é a importância de se documentar tais ocorrências. Parte do princípio de que “uma história pode mudar o mundo”. O que não é contado não é sabido, e a invisibilidade, assim como a impunidade, só fazem estimular o crime. A tolerância nesses casos, pressupõe aceitação.

A campanha Dominemos a Tecnologia! é, pois, “um chamado ao testemunho”. Convoca mulheres e adolescentes de todo o mundo a contar sua própria história, ou a história da irmã, prima, amiga, vizinha, conhecida… vítimas desse tipo de violência. Vale, também, casos de violência coletiva detectadas em blogues, sítios eletrônicos e noticiários. Toda e cada história importa.

Os relatos podem ser enviados via correio eletrônico para o endereço: map@takebackthetech.net, ou através de formulário online. Saiba o que e como relatar aqui. Basta seguir o passo a passo.

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O mapa é uma iniciativa da Associação para o Progresso das Comunicações  – Association for Progressive Communications. São parceiras as seguintes organizações e coletividades:

  • One World Platform for Southeast Europe (OWPSEE), Albânia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Montenegro, Sérvia
  • Asociación Civil Taller Permanente de la Mujer, Argentina
  • Colnodo, Colômbia
  • Dominemos a Tecnologia! Rede Mulher, Brasil
  • Take Back the Tech! , Líbano
  • Bytes for All, Paquistão
  • WeDpro, Filipinas
  • Women’s Legal Bureau (WLB), Filipinas
  • Women of Uganda Network (WOUGNET), Uganda
  • Union Congolaise des Femmes des Médias (UCOFEM), República Democrática do Congo
  • Si Jeunesse Savait, República Democrática do Congo
  • AZUR Developpement, Congo                                                                                           

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