por Sulamita Esteliam

Chico Sciense nasceu a 13 de março de 1966. Mas costumamos nos lembrar, apenas, da morte que o levou aos 31, dia 02 de fevereiro de 1997, de maneira absolutamente estúpida. Mas sou daquelas que acredita que ninguém vai de véspera.
E é dele que vou falar, hoje. Ando com preguiça de escrever sobre política – embora, bem sei, não devo fugir para sempre. Até porque, tudo, ou quase tudo, na vida é política, inclusive a omissão, para mim a forma mais perniciosa de exercê-la.
Vida breve e profícua, a de Science. Vida eterna. Os astros não morrem. A obra fica, a herança se multiplica. A arte de liquidificar as raízes pernambucanas com o pop, o rock, o black, o hip hop, o funk, o soul proliferou. Estética social. Josué de Castro arte-musical. Mangue Beat. Maracatu Atômico. Da Lama ao Caos, do Caos à Lama. Menino-homem-caranguejo, afrociberneticamente contagiante.
Vou parar por aqui. Melhor vê-lo e ouvi-lo:
1. Manguetown:
2. Da Lama ao Caos, com Nação Zumbi na TV Cultura:
3. A Cidade – com Nação Zumbi
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Para quem quer saber mais, há um Especial Chico Sciense produzido pelo Jornal do Commercio. Estão lá informações sobre a carreira, discografia, uma galeria de fotos e opiniões de gente abalizada – aqui.
No blogue O Kduko.blogspot, uma seleção de arte com a figura de Science. Homenagens de artistas brasileiros – grafiteiros, pintores, ilustradores – aqui.