Jomard de Britto reflete o Recife

por Sulamita Esteliam

Sem mais delongas, arte reflexiva, para embalar o fim de uma semana com tudo dentro. Obrigada, Jomard de Britto, pela dádiva de seus versos.

 

ANTES QUE O MUNDO POSSA ACABAR

Jomard Muniz de Britto
Rua do Bairro de Santo Antônio, Centro do Recife – Foto capturada no Flickr: Osmar Júnior/2003

01. Perguntar ainda é necessário?

02. Você já leu, pelas avenidas e becos
de todos os nomes, uma palavra demarcada:
RECIFUSION? Fusão de recifens(c)idades?
Com o X dentro do O, que não é zero?
03. Experimentos panorâmicos de
visualidade em murais grafitados?
04. É preciso aprender outras leituras?
05. Se o melhor texto sobre a cidade do
Recife continua sendo O Cão Sem Plumas,
de João Cabral, por que Flávia Suassuna
não pode interpretá-lo ao lado de José
Mário Austregésilo? No Salão Nobre do
Teatro de Santa Isabel ou no Marco Zero?
06. Além das vozes, gestos, aconteceres,
continuaremos dominados pela cultura
dos EXCESSOS: no carnaval do inteiro
ambiente? Nos automóveis com suas
comoventes mensagens religiosas?
(QUANDO DEUS QUER É ASSIM?)
07. Excessivos cargos comissionados
ou eventos de propaganda ilusionista?
Diante dos excessos, restaria a exceção
das secas e estiagens nordestinadas?
08. Esse mundo vasto mundo não vai acabar?
09. Viva a excepcionalidade da Escola
Estadual Tomé Francisco da Silva de Quixaba!
10. Parabéns a Luce Pereira pelo registro!
11. TRANSPARÊNCIA: belíssima palavra?
12. Por que Roger de Renor surpreendeu-se
com a distribuição desses ATENTADOS na
Farmácia CANDEIA? Tão próxima das famílias
de Abelardo da Hora e Paulo Bruscky?
13. Os integrantes e atentos funcionários
do Conselho Estadual de Cultura recebem
os mesmos e outros contrapontos culturais?
14. Nossa INTERPOÉTICA entusiasmada
com “mediadores de leitura”, por que NÃO
sugere ao novo prefeito um trabalho
fundamental de letramento sóciohistórico?
15. Os vazios da literacidade podem ser bem
maiores do que os buracos reciferidos?
16. PAPAGAIO DO FUTURO na LUNETA
DO TEMPO?
17. A doação da Biblioteca da poeta e ensaísta
Maria da Paz Ribeiro Dantas poderia ser um
ponto de alerta? Além do experimental ainda não
lido e muito menos reinventado?
18. O que será, o que seria do EXPERIMENTÁRIO
exercitado pelo  BALAIO INCOMUM  do Moacy
Cirne entre Natal, Rio de Janeiro e os mini-infestos
do poema processo ao hipertropicalismo?
19. Antes que o mundo ainda possa acabar,
TUDO agora é ágora, meta, trans, neon, psi-web?
             Recife, novembro de 2012.
           atentadospoeticos@yahoo.com.br

 


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