por Sulamita Esteliam

Uma infinidade de assuntos sacolejam em meu juízo à espera de uma definição. Mas hoje é segunda, véspera da minha viagem de retorno ao Recife, e cá estou a paparicar o neto caçula.
Entretanto, para começar bem a semana de trabalho, vamos de poesia, enquanto reúno material sobre tudo que rolou no #OcupeEstelita no domingo. Sei que foi sucesso total.
A questão é o devir…
Como vocês, Jomard de Britto, poeta pernambucano de boa cepa, em mais um de seus instigantes atentados poéticos, que A Tal Mineira agradece de coração:
QUEM TEM MEDO das PRAIAS?
Brasil em brasas.
Ondas fulgurantes.
Terreiro eletrônico de nossas CONTRA-
dições e dicções.
Da miséria da economia política
à invenção e inversões da economia
LIBIDINAL, tal e qual nada desigual.
Ondas fulminantes.
Salve-se quem souber dos Maestros
Spok, Forró, Canibal, Xico Sá, Nega do Babado…
Por que o “sentimento anttipolítica continua
inalterado”? Ou famigerado?
SEMBLANTES & FICANTES
Por que tanto tremor das praias
além do apenas futuro?
A sexualidade sempre brincante, lúdica,
musical, em DEVIRES, mutações.
Contra os dogmatismos, cartilhas,
condomínios e falocratismos.
A auto-censura continua sendo
ao infinito a mais cruel e comodista
prática dos entretenimentos e dos
conformadores de opinião.
Tudo pelo CONTINUUM
das investigações e reinvenções em processo.
Recife, maio de 2014.
Jomard Muniz de Britto