Os burros nágua, no passo e no copo

Por Sulamita Esteliam

Literalmente, o título calha à situação. Melhor, ou pior: eu, meu companheiro, Júlio, e uma reca de gente disposta e feliz – e mal informada – demo-nos, no bom sentido, com os burros nágua. Batemos com a cara na porta, ou na praça ou no pátio, se preferirem: a Caminhada da Vitória não houve. Foi cancelada pelo governador, candidato à reeleição, Eduardo Campos (PSB), na manhã da quinta. E a informação, ao contrário da convocatória (eita palavrinha infame!), foi restrita. Tem importância, não, votamos assim mesmo: só faltam dois dias.

O motivo do cancelamento: o ex-governador, Cid Sampaio bateu com as dez, ou virou estrela, ou partiu desta para melhor, ou… Enfim, o ilustre era cunhado de Arraes – o avô de Eduardo Campos, o governador-candidato, sobrinho neto da causa, por conseguinte.

Restou a nós, e ao povo disposto à celebração, saudar a Jurema, no Pátio do Carmo; e beber o defunto, no Pátio de São Pedro, ali, coladinho.

Democraticamente, e em tempo de vigiar o debate global dos presidenciáveis – e à sua primeira edição, no jornal derradeiro.

Trabalho extra requer descanso, além de boa remuneração – ainda que como miragem. No caso, me contento com o primeiro. Mais tarde troco mais figurinhas a propósito do incidente, do debate mar-ro-meno e do furdunço no Equador, que deixou ferido, e refém de um motim, o presidente Rafael Correa.

Sim, ele continua presidente, resgatado por tropas fiéis e pela mobilização do povo que o elegeu.

Inté.

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