Alegria, paz, harmonia, amor, solidariedade… Então, é Natal!

Por Sulamita Esteliam

Natal me deixa um tanto melancólica, quanto mais os anos avançam. Mas é uma celebração que deveria ser partilhada, solidariamente, não apenas em família – por mais que o caráter comercial avance sobre as tradições e simbolismo do nascimento de Cristo. E é uma oportunidade de reflexão sobre o papel de cada um de nós neste Planeta, e aonde foi parar a tal da simplicidade. Impossível não pensar que todo dia é dia de Natal e que, para a maioria da humanidade, é um dia como outro qualquer, com lei e mão única: sobreviver.

Difícil escapar ao clima, entretanto. Não pude resistir à foto do meu neto caçula, Mateus, de nove meses. Produzi-a e meu companheiro clicou, dentre outras, a pedido da mãe. Também nós transformamos uma delas em mensagem de Natal,  acima, com nossos votos de paz, harmonia e igualdade entre os povos e indivíduos. Carrega todos os nossos bons fluídos, através da nossa mais tenra criança.

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Junto trecho de mensagem que recebi da minha amiga pernambucana, Ana Freire, que é espírita, sobre o significado do Natal através dos tempos. É assinado por Marta Antunes Moura, de quem não disponho de referências. Transcrevo:

O Natal é comemorado no dia 25 de dezembro porque a data foi retirada de
uma festa pagã muito popular existente na Roma antiga, e que fora
oficializada pelo imperador Aureliano em 274 d. C. A finalidade da festa era
homenagear o deus sol Natalis Solis Invicti – Nascimento do Sol Invicto,
considerado a primeira divindade do império romano -, e festejar o início do solstício
de inverno*.

Com o triunfo do Cristianismo, séculos depois, a data foi utilizada pela
igreja de Roma para comemorar o nascimento do Cristo (que, efetivamente, não
ocorreu em 25 de dezembro**), considerado, desde então, como o verdadeiro
sol de justiça.

Com o passar do tempo, hábitos e costumes de diferentes culturas foram incorporados ao Natal, impregnando o de simbolismo: a árvore natalina, por exemplo, é contribuição alemã, instituída no século XVI, com o intuito de reverenciar a vida, sobretudo no que diz respeito aos pinheiros, que conservam a folhagem verde no inverno.

O presépio foi ideia de Francisco de Assis, no século XIII. As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos com que no
passado se adornavam o carvalho, precursor da atual árvore de Natal.

Antes de serem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram
enfeites comuns nas árvores, como um sinal de purificação, e as chamas
acesas no dia 25 de dezembro são uma referência ao Cristo, entendido como a
luz do mundo.

A estrela que se coloca no topo da árvore é para recordar a
que surgiu em Belém, por ocasião do nascimento de Jesus. Os cartões de
Natal apareceram pela primeira vez na Inglaterra, em meados do século XIX.

Os espíritas veem o Natal sob outra ótica, que vai além da troca de
presentes e a realização do banquete natalino, atividades típicas do dia. Já
compreendem a importância de renunciar às comemorações natalinas que traduzam
excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos
menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício.

(…)

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* Soltíscio de verão, no hemisfério sul.

**  A data exata do nascimento de Jesus é uma incógnita. Veja o que diz a Wikipedia, encicoplédia livre da internet:

Data exata de nascimento de Jesus

A data de nascimento de Jesus é muito discutida. Devido a falhas do calendário há quem diga que Jesus teria nascido por volta do ano 6 d.C. . Porém, considerando que Jesus nasceu pouco tempo antes da morte de Herodes isto coloca-nos numa data anterior a 4 a.C..

Outra ajuda que temos para facilitar a localização da data do nascimento de Jesus foi que este ocorreu a quando José foi a Belém com sua família para participar do recenseamento.

Os romanos obrigaram o recenseamento de todos os povos que lhes eram sujeitos a fim de facilitar a cobrança de impostos, o que se tornou numa valiosa ajuda na localização temporal dos factos, uma vez que ocorreu exactamente 4 anos antes da morte de Herodes, no ano 8 a.C..

Entretanto, os Judeus tomaram providência no sentido de dificultar qualquer tentativa por parte dos ocupantes em contar o seu povo, pelo que, segundo a história, nas terras judaicas este recenseamento ocorrera um ano depois do restante império romano, ou seja no ano 7 a.C.. Em Belém, o recenseamento ocorrera no oitavo mês, pelo que se concluiu que, Jesus nascera provavelmente no mês de Agosto do ano 7 a.C..

Outros factos também ajudam a estimar a data exata. Conforme é relatado pelos textos bíblicos, no dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o recenseamento da sua família, e um dia depois, Maria enviou uma mensagem a Isabel relatando o acontecimento.

A apresentação dos bebês no templo, bem como a purificação das mulheres teria de ocorrer até aos vinte e um dias após o parto. Jesus foi apresentado no templo de Zacarias, segundo os registos locais, no mês de Setembro num sábado. Sabe-se que Setembro do ano 7 a.C. teve quatro sábados: 4111825. Como os censos em Belém ocorreram entre1024 de Agosto, o sábado de apresentação seria o de 11. Logo Jesus teria nascido algures depois de 21 de Agosto do ano 7 a.C..

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