Engenheiros e arquitetos se encontram no Recife

por Sulamita Esteliam

Daqui a pouco estarei no Pina, na cobertura do VIII Encontro dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa, que começa hoje e vai até amanhã, no Recife Praia Hotel. É realizado pela Aneac – Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa.

O encontro reúne, além da diretoria e conselhos da entidade, cerca de 80 engenheiros e arquitetos de várias regiões do país, representantes eleitos da base. Em pauta, o papel dos profissionais do setor no desenvolvimento brasileiro, valorização profissional, condições de trabalho, estratégia e ações para a campanha salarial 2011. Além de deliberar sobre a possibilidade de se agregarem à campanha nacional dos bancários, já em curso Brasil afora.

Há indisfarçável insatisfação entre os profissionais do corpo técnico da Caixa. E é este o mote do debates sobre valorização profissional. Adequá-la ao nível da responsabilidade e à realidade do mercado, eis a questão.

Em pauta, também, o reforço ao apoio ao movimento nacional contra a corrupção em obras públicas. Outro assunto em pauta é como viabilizar, financeiramente, os grandes projetos do país, sem desvios e com qualidade garantida.

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O segmento de Engenharia e Arquitetura da Caixa é vital e estratégico – para a Caixa e para o Brasil. Monta cerca de 1.500 profissionais, que representam 2% do quadro de pessoal do banco. Mas, com decisivo impacto nos resultados da empresa e no ritmo de desenvolvimento do país, sobretudo no que se refere à habitação e ao desenvolvimento urbano.

Trabalham, diretamente, com análises e financiamentos de projetos e obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do programa Minha Casa Minha Vida, do PAC COPA, além de outros programas habitacionais. E são parte da base da estrutura tecnológica e patrimonial do banco.

Além do que, o cenário da economia brasileira é, cada vez mais, propício à atuação de profissionais de Engenharia e Arquitetura. Não apenas no que se refere às obras governamentais decorrentes do PAC e MCMV – Minha Casa Minha Vida, mas pelos reflexos da demanda no mercado de trabalho, a despeito da crise global.

Faltam engenheiros capacitados para o exercício da atividade, e o Brasil tem importado profissionais. Segundo o Confea – Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, o déficit anual já está na casa dos 30 mil. Pesquisa do Ipea – Radar nº 12 – indica que o mercado precisará de cerca de 1 milhão de engenheiros até 2020.

O presidente da Aneac, engenheiro Luiz Guilherme Zigmantas, observa que “engenheiros e arquitetos da CAIXA  estão cientes de sua responsabilidade com o país, mas alertam para o descompasso entre o grau de responsabilidade e o reconhecimento financeiro”.

Lembre-se: em 2009, de forma isolada da categoria bancária, os profissionais do setor fizeram uma greve que durou 52 dias e paralisou, totalmente, todas as atividades técnicas da Caixa no Brasil.


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