Quem ama abraça, cuida, se indigna

por Sulamita Esteliam

Está no ar, a partir deste 25 de novembro, a mais nova campanha para o combate à violência contra a mulher: Quem Ama Abraça. É mais do que uma bela frase. Os dados sobre esse tipo de crime tem dimensões de tragédia. É contraponto ao cancro da violência doméstica feminicida que vitima mulheres no Brasil e no mundo. É um aceno de paz, um convite a respeitar o direito das mulheres de viverem sem violência. E um reforço à obrigação de nos indignarmos e denunciarmos.

A violência doméstica é a que mais faz vítimas no Planeta. Desencadeia, a partir da agressão à mulher, suicídios, consequências nos filhos, em toda a família. É uma grave violação dos direitos humanos. É inaceitável.

Pesquisas recentes, realizadas por diferentes entidades e institutos, desnudam uma realidade que avilta corações e mentes. No Brasil, uma mulher é espancada a cada dois minutos e 10 são mortas a cada dia. Dentre as vítimas de estupro, mais da metade é de meninas de até 14 anos. Pior: na maioria dos casos, o crime é cometido por conhecidos e/ou por gente muito próxima -.pai, padrasto, outros parentes.

Sem falar de agressão verbal, psicológica, financeira, racista e homofóbica.

Os levantamentos revelam que 15% das brasileiras são obrigadas a fazer sexo com seus parceiros; 38% dos homens admitem ter espancado suas companheiras, muitas vezes sem motivo; 25% das mulheres não abandonam seus agressores por falta de dinheiro – a preocupação com os filhos e o medo de serem mortas pelo companheiro veem em seguida.

A campanha Quem Ama Abraça é realizada pela REDEH  – Rede de Desenvolvimento Humano e Instituto Magna Mater. São parceiros a Fundação Ford, o governo federal, através da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, e a Onu Mulheres. Foi lançada dia 23, no Rio de Janeiro – detalhes no sítio da campanha.

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