A memória iluminando o presente

por Sulamita Esteliam

Não pretendia blogar neste sábado, como de resto não costumo fazê-lo no fim de semana. Todavia, não resisti à provocação do amigo jornalista e escritor, Urariano Mota. Ele me enviou, por correio eletrônico, o vídeo que acabo de assistir no You Tube, e compartilho com vocês mais abaixo.

Trata-se de entrevista ao Opinião Pernambuco, programa, excelente, da TV Universitária. Três jornalistas-escritores pernambucanos, todos da melhor cepa. Digo com desassombro, porque sou leitora dos três, e recomendo: Urariano Mota e seus Os Corações Futuristas e Soledad no Recife; Vandeck Santiago e seus Josué de Castro, o Gênio Silenciado e Francisco Julião, as Ligas e o Golpe Militar de 1964; Paulo Santos, A Noiva da Revolução e a releitura de A Guerra dos Mascates, de José de Alencar (este último, lançado na última Fliporto, ainda não li).

Os autores falam sobre o processo criativo e suas obras, que retratam personagens e períodos essenciais, mas obscurecidos, da  história recente e remota de Pernambuco e do Brasil. É memória, e memória, insisto, é fundamental – para quem viveu não esquecer, e para quem chegou depois conhecer.

O vídeo vale, também, pelo estilo da apresentadora-entrevistadora, Stela Maris Saldanha, professora do Curso de Comunicação da Unicap. É uma aula de vida, comunicação e de empatia, assisti-la no comando. Nada daquela coisa pasteurizada que prevalece em nossas TVs comerciais – e mesmo nas TVs públicas, que, infelizmente, reproduzem o tal padrão. Esfuziante é a palavra.

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