‘Lucília – Rosa Vermelha’: livro é lançado dia 13, em Uberaba

por Sulamita Esteliam

Um ano após o fechamento do livro, anunciado há pouco mais de um ano, aqui, neste blogue, Lucília Rosa Vermelha chega às mãos de ansiosos leitores que, como eu, gostam de História e de uma boa história. Trata-se da biografia da mineira Lucília Rosa, mulher guerreira, a frente do seu tempo, comunista desde criancinha, e que fez dos seus ideais a trilha de uma vida inteira. Tornou-se estrela aos 98 anos, a 04 de março de 2011, “de alma lavada e feliz”.

Nesta sexta, 13, de 19h às 22h acontece o lançamento da obra escrita a quatro mãos e duas cabeças, pelo jornalista Luiz Alberto Molinar e pela historiadora Luciana Maluf Vilela, editada pela Bertolucci. No Centro Cultural Cecília Palmério, Campus Centro da Uniube – Universidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Em carinhosa homenagem à Lucília, haverá apresentações de suas músicas preferidas: as canções de Jamelão, interpretadas pela banda Lira do Borá, de Sacramento e o hino socialista A Internacional, executado pelo violoncelista Carlos Pérez e pelo ator Milo Sabino Também será exibido o documentário Lucilia: 90 Anos de Memória, produzido por estudantes de jornalismo em 2002, e que reproduzo mais abaixo.

Antes, porém, transcrevo o texto de Juarez Guimarães, economista, doutor em Ciências Sociais e escritor, escrito à guisa de orelhas. “É a essência do livro”, resume o amigo Molinar, coautor.

Há três razões e um sentimento que convergem para a leitura deste livro magnífico.

A primeira razão é que estamos diante de uma autêntica heroína do povo brasileiro, destas cuja exemplaridade não se esgota em um gesto ou episódio, mas se desdobra ao longo de todas as conjunturas do Brasil no século 20. Já havíamos aprendido com Carlos Drummond a poesia de uma vida inteira gauche, soprada por um anjo torto. Agora, sabemos da paixão de uma vida toda tecida à esquerda, no feminino e no seu imenso cosmos de solidariedade.

A segunda razão é que, possivelmente tocados pela grandeza e generosidade da vida que narravam, Luciana Vilela e Luiz Alberto Molinar construíram uma verdadeira história social da esquerda do Triângulo Mineiro. Isto é, a própria memória das “pessoas humildes sem história” – com suas cores, seus retratos, suas aventuras e fracassos, utopias e
esperanças – vêm à tona, escavados, reconstituídos, repostos em sua plena humanidade.

Uma razão terceira é a comunicação aberta das causas que alentaram a vida de Lucilia com o futuro do Brasil. No exato momento em que é eleita a primeira presidenta do Brasil, também com uma vida tecida à esquerda, este belo livro vem à luz, como a nos relembrar a raiz, as origens.

Por fim, um sentimento: uma vida tão bela, como diz o poeta, é uma alegria para sempre. Ao terminar a leitura deste livro, saímos crescidos em nossa humanidade.

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