Sítio expõe documentos da ditadura brasileira

por Sulamita Esteliam
Cassimiro - http://www.documentosrevelados.com.br

Memória é artigo de primeira necessidade. Pois está no ar o Documentos Revelados, sítio editado pelo jornalista fluminense, radicado em Foz do Iguaçu, Aluízio Palmar. Apresenta documentos produzidos pelos 21 anos da última ditadura no país e nos três anos seguintes ao fim da tirania que vitimou toda a nação. Período, registre-se, do qual Palmar é sobrevivente.Traz a perpsectiva dos algozes, mas também da resistência.

Recebo a notícia do próprio editor, via correio eletrônico. É fruto de anos e anos de pesquisa, de “garipagem”, como ele define na abertura do sítio, que é atualizado diariamente – aqui. Palmar é autor do livro Onde foi que Vocês Enterraram Nosso Mortos?

Seguramente, seu trabalho antecedeu à abertura, tão lenta e gradual quanto a do regime que nos envergonha, dos arquivos do período pelo governo brasileiro. Ao contrário de nossos hermanos no Chile e na Argentina, por exemplo, que tiveram acesso à memória dos tempos obscuros muito antes.

Lá você encontra, dentre vários, documentos da chamada Operação Condor – pacto de repressão aos opositores entre Brasil, Argentina e Paraguai nos anos 70 -; uma lista de torturadores, e uma lista de militares que frequentaram a Escola das Américas, base de desestabilização da América latina. Ou, como a definiram os panamenhos, “uma escola de assassinos” sob a proteção do manto oficial dos estados de exceção – aqui.

O objetivo, explica Palmar, é “contribuir para um melhor conhecimento sobre o período e estimular aos visitantes a terem compromisso ativo com a democracia”.

Essencial.

3 comentários

  1. Olá,
    Solicito a correção do erro incluso na lista de torturadores em que o link conduz. Trata-se da inclusão do nome de Edgard de Almeida Martins nesta lista. Edgard foi – ex-militante do PCB , PCdoB e da Ala Vermelha, sequestrado em janeiro de 1971 em sua casa no Tatuapé em São Paulo, permaneceu incomunicável e torturado. Permaneceu preso até o mês de novembro naquele centro de tortura, quando foi liberado, permanecendo “sob tutela do Alto Comando do Exército.” Seu nome aparece erroneamente relacionado ao do “Capitão André”, que é André Leite Pereira Filho, chefe de análise e interrogatórios do DOI-CODI de SP, que passou a usar o codinome “Dr. Edgar” em um lance Goebbeliano da “inteligência” dos órgãos de informação da ditadura para fazer crer que “uma mentira muitas vezes repetida se torne uma verdade.” Se necessário mais esclarecimentos, disponho-me para contatos através de meu e-mail.

    Obrigado,

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