Uma mãozinha no exorcismo do preconceito e da desinformação

por Sulamita Esteliam
Ministra Eleonora Menicucci,ou Léo, como é carinhosamente tratada pelas companheiras de militância feminista - foto oficial do sítio da SPM

A cineasta Maria Angélica nos brinda, no Youtube, com um vídeo que é uma verdadeira aula de como a comunicação se presta à disputa de hegemonia, qualquer que seja. Posto mais abaixo, com a descrição incluída pela autora. Porque hoje é segunda, dia de vídeo, e porque entramos na penúltima semana de março, mês que celebra a mulher.

O material me chega via Rede Mulher e Mídia, e merece ser amplificado. Até para ajudar a tirar a poeira dos olhos, o ranço da intriga e da manipulação, a exorcizar o medo e o preconceito, a selecionar o joio do trigo. Respeitadas as opiniões divergentes, desde que manifestas com civilidade e transparência.

Reúne os principais trechos do discurso da ministra da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, em 10 de fevereiro último – ela substitui Irany Lopes, que deixou o governo para disputar a prefeitura de Vitória-ES, embora mineira. Intercala o pronunciamento com o noticiário sobre a escolha da professora Elenora Menicucci, que atiçou os piores instintos de certos segmentos da nossa classe política e, por conseguinte, da nossa sociedade.

Uma escolha, que, segundo a própria presidenta Dilma reafirma, se deu “por vários motivos, mas, sobretudo, pelo conjunto da obra.”

Eleonora Menicucci de Oliveira é mineira de Lavras, companheira de militância política, de resistência à ditadura, de cárcere e tortura de Dilma Roussef. Mãe, avó e, óbvio, feminista. É pró-reitora de Extensão da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo, onde é professora titular em Saúde Coletiva do Departamento de Medicina Preventiva.

Seu currículo inclui graduação em Ciências Sociais pela UFMG, mestrado em  Sociologia pela Universidade da Paraíba, onde também lecionou quando saiu da prisão. Doutorado em Ciências Políticas pela USP; pós-doutorado em Saúde e Trabalho das Mulheres pela Facultá de Medicina della Universitá Degli Studi Di Milano e livre docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

“Seleção de partes do material oficial gravado na posse da Ministra Eleonora Menicucci, da SPM e trechos de mensagens recebidas de amigas feministas e outras que circularam nas listas que faço parte. Sintam-se, portanto, co-autoras.

Selecionei também manchetes de jornais on-line, estampando o preconceito. Quando estudei comunicação, aprendi que a “simples” seleção das noticias já é um exercício dissimulado da opinião. Imagina então o reforço que certas manchetes dão a certas idéias: ministra abortista, “sodoministra” e o velho e famigerado “mal-amada”. Esta é a grande mídia que temos.”

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