Em memória e em respeito ao Povo Cigano

por Sulamita Esteliam
‘Vidas Ciganas’, exposição em Madrid/Espanha, pretende combater os esteriótipos – Foto capturada no sítio da BBC Brasil

A memória é nossa referência. Nisso tenho que concordar com a chanceler alemã Ângela Merkel. E é em nome do necessário, e primordial, confronto de seu povo com a história que seu governo inaugurou nesta quarta, 24 de outubro – dia de Rafael Arcanjo, guardião da energia da cura -, o memorial aos ciganos vítimas do holocausto nazista. Em Berlim. Antes tarde…

A notícia quem me traz é a amiga mineira, Bernadete Lage, do Conselho Estadual pela Igualdade Racial, e da organização Mulheres pela Paz – e está aqui, no Terra. Hoje mal tive tempo para cuspir, como se diz lá nas Geraes. Por essas e outras, é bom ter amigas atentas e ativistas das boas causas – virtuais, ainda e por enquanto…

Ela comemora, em mensagem disparada pelo correio eletrônico, o que, a seu ver, pode significar o limiar de “um novo tempo: a memória da brutalidade precisa ser exposta, para que a humanidade cresça, de verdade”. Tomara.

Estima-se que o regime capitaneado por Hitler tenha dizimado de 220 mil a 500 mil ciganos durante a Segunda Guerra Mundial.

Acrescenta Bernadete Lage: “Agora, a esperança é de que essa dívida histórica com a Etnia Cigana, de séculos de segregação, abandono e violência, comece a ser finalmente quitada, com  inclusão social e direitos civis finalmente reconhecidos. Como a ONU publicou, recentemente, é inaceitável a perda de mais gerações de crianças ciganas, a sobreviver  sem futuro, em todo o mundo.”

Em outro link agregado por ela, a gente fica sabendo que a Espanha, também, tenta se redimir do passado de perseguição da minoria mais antiga de seu território; fruto, quase sempre, da desinformação e do culto ao esteriótipo. Uma exposição na capital, Madrid, Vidas Ciganas, resgata a trajetória desse povo na Península Ibérica, da sua chegada, no Século XV, aos dias atuais – aqui, em matéria da BBC Brasil.

Como diz Bernadete, “bem-vindo seja o novo conceito de inteligência do homem, que define o que o difere, verdadeiramente, do outros animais: “Não basta ser racional. É necessário ter a capacidade de se colocar no lugar do seu semelhante.”

Não é simples, mas é assim.


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