De galos, greias, frevos e canções: evoé!

por Sulamita Esteliam

Sem tempo nem para o amanhã. Mas o Carnaval é parte da vida, e é o segundo ano que, ao invés do farfalhar de gente jovem, invade a minha casa em ritmo de trabalho. Alguém(s) tem que ralar para a festa, qualquer uma, acontecer. E nem ver Naná Vasconcelos, os batuqueiros, e Milton, e Carminho pude ir… E o Marco Zero troa, nesta sexta, de abertura da folia 2013.

E é com o passo e o batuque na cabeça, nos pés e no coração, que posto abaixo a versão 2013 do Galo da Madrugada. É minha segunda paixão galinácea, que me atrai feito abelha ao pólen. A primeira, desde a infância, enverga becas menos translumbrantes.

Ele reina absoluto no Sábado de Zé Pereira - Foto caputra no FB/Cajá Freire, via Nadja Falcone
Ele reina absoluto no Sábado de Zé Pereira – Foto caputra no FB/Cajá Freire, via Nadja Falcone

E este ano tem um encontro particular de paixões, atuais e pretéritas: o Galo da Madrugada homenageia o Velho Chico, nosso-meu rio. Pois que trilham, cada qual a seu modo, a utópica unidade nacional. Aquele que desafia o espaço e as diversidades humanas entre pontes e vielas, sociais. E aquele que brota na Serra da Canastra, em São Roque – há controvérsias – e viaja sem pressa pelas Gerais; atravessa a Bahia e a divide com Pernambuco,  para desaguar em Piaçabuçu, no mar atlântico das Alagoas, deixando na margem de lá o Sergipe. Divergências e interações sócio-político-geográficas.

Um Encontro de Titãs, tornado frevo-canção do Galo da Madrugada 2013.  Nos versos e melodia dos irmãos Eriberto e Nuca Sarmento, e na voz de Josildo Sá, vai embalar o enredo do maior bloco do mundo pelas ruas de São José – daqui a pouco. Sagrou-se campeã em concurso, dentre 18 concorrentes. Este blogue fez campanha – aqui.

Aí vai o vídeo com Nuca, e amigos, interpretando sua canção-parceria-com-o-irmão.  Comemoram a classificação, no Bar Retalhos, na esquina de Aurora com Rua do Lima, ainda ano passado. Lá estivemos, eu e meu companheiro, Júlio, há cerca de 15 dias – conquista rememorada. Fomos conhecer, e ouvir, Nuca – que se declara “apaixonado por Minas e os mineiros”. Saímos encantados: com o artista e a pessoa, e toda a família  – que respira e faz música – e  os talentos múltiplos que os rodeiam, e com o lugar-bar, e a trupe que faz o espaço acontecer, dono e garçons incluídos. Arretado!

Por força do rame-rame, não conseguimos estar lá na prévia do Retalhos e Canções, bloco que concentra mais não sai . E foi ontem, quinta, 07. Compromisso descumprido. Voltaremos, não obstante.

Vai aí uma palinha da frevo-enredo do Galo da Madrugada. Neste vídeo, interpretada pelo compositor, Nuca, e toda a gente que frequenta e canta o Retalhos. Só pra variar:

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Sim, para vocês não ficarem com saudades de minhas artimanhas durante o feriadão, capturei no Youtube um vídeo sobre a o símbolo da nascente histórica do Velho Chico, a Cachoeira Casca D’Antas. Registro, porém, que a foto que eu tenho na nascente, que visitei em meado dos oitenta – dia desses posto aqui – é alguns quilômetros antes. A nascente-nascente que eu cultivo, quase um bebedouro, guardado pela imagem de Francisco, o frei-santo, em território de São Roque de Minas.

Aí vai, para embalar o Carnaval de quem não se chega na greia (brincadeira em pernambucanês).

Até as Cinzas. Evoé!


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