Chávez se foi. Viva la revolución bolivariana!

por Sulamita Esteliam
"A revolução não depende de um homem", palavra de Chávez,em 08 de dezembro de 2012, antes de partir para o tratamento em Cuba - Foto capturada no Blog do Rovai/Forum
“A revolução não depende de um homem”, palavra de Chávez,em 08 de dezembro de 2012, antes de partir para o tratamento em Cuba – Foto capturada no Blog do Rovai/Forum

Digam o que disserem, mas a morte de Hugo Chávez deixa um vazio. Certamente na Venezuela, mas também na América Latina.  Mas a pergunta que se faz é: o que será da nação venezuelana, sem seu líder? O povo, aquela maioria por séculos desvalida, que chora a sua morte, que ele reconheceu, alfabetizou, deu poder de cidadania, seguirá protagonista?

Não tenho bola de cristal, sequer conhecimento da realidade local para qualquer vaticínio – jamais fui à Venezuela. Continuo na torcida, entretanto. Que o espírito de Chávez descanse em paz. Mas que paire sempre sobre a alma do seu povo. Não morreu, encantou-se, como diria Guimarães Rosa. Que viva la revolución bolivariana!

Soube do passamento do presidente Hugo Chávez pelo Twitter, em meio ao trabalho, no início da noite, em postagem do argentino La Nación, retuitada por @Antônio Luiz M.Costa, de Carta Capital. A possibilidade consciente não diminui o impacto do fato consumado.

“O presidente venezuelano morreu às 16:25, no Hospital Militar de Caracas, três meses após ter se submetido em Cuba à sua quarta operação, depois de detectado um tumor na região pélvica. O vice-presidente, Nicolás Maduro, anunciou a trágica notícia em cadeia nacional: “Recebemos a mais dura notícia que poderíamos transmitir ao nosso povo: faleceu o presidente da Venezuela.”

Até então, a notícia mais comentada no microblogue, dentre os parceiros que sigo, era o destempero, para dizer o mínimo, do eminente  comandante do STF,  Joaquim Batman Barbosa, que mandou um repórter do Estadão ir “chafundar no lixo”, como seria seu (dele, quem?) costume. Francamente, pudor e estribeiras estão pelo limite. O Supremo depois se desculpou, em nota. Joaquim estava cansado, e padecia de dores. Na verdade, furtou-se de responder ao que deveria. Ah, “o cansaço” de parte das gentes deste nosso Brasil varonil!

Nada próximo do que está sentindo o povo venezuelano, com a perda do homem cujo governo mudou as suas vidas. Pela Constituição do país, assume o presidente da Assembleia Legislativa, o equivalente ao Congresso brasileiro. Ela deverá convocar novas eleições em 30 dias, já que Chávez, por conta da enfermidade que o acometeu, não pode tomar posse em janeiro deste 2013, após a oitava eleição, quatro como presidente, em fins do ano passado.

Antes de partir para o tratamento em Cuba, indicou como sucessor, Nicolás Maduro, o vice que vinha exercendo o governo, com autorização do TST, o Supremo venezuelano – imagina se fosse no Brasil? E deixou uma palavra-chave, da qual parece, segundo reportagem da revista Forum, depender o futuro da revolução: unidade.

E haja unidade! Posto o primeiro vídeo da lista de seis do documentário de Oliver Stone, Ao Sul da Fronteira, cascavilhados pela tuiteira-mor dentre os/as blogueiros/as “sujos”/as, @Conceição Oliveira, a Maria Frô. A sequência é só seguir a trilha no Youtube. Trata-se de uma boa lição para ouvidos emprenhados pela mídia, daqui e dacolá:

E aqui vai um bônus, retuitado pelo mineiro @Beto Mafra, a partir de @Lino Bocchini. Eduardo Galeano, explica por que Chávez é “um estranho ditador”. Está em espanhol, mas é bastante compreensível na voz pausada do escritor uruguaio:

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Para saber mais, para além da mídia convencional e conveniente para os de sempre, recomendo:

O chavismo além de Chávez –  Especial Carta Maior

O fim do chavismo? – artigo Antônio Luiz M.Costa/Carta Capital

Contra o capitalismo, “pelo socialismo do século XXI” – Carta Capital

Dilma cancela viagem à Argentina e diz que Chávez é uma perda irreparável – Sul 21

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Postagem revista e atualizada à 0:02 de 06.03.2013


2 comentários sobre “Chávez se foi. Viva la revolución bolivariana!

  1. A Venezuela que, muitas pessoas dizem, está no “terceiro mundo”. Há muitos outros países que estão em situação iguais e piores do que a Venezuela. Por que não se preocupar com a maioria dos países africanos, que estão passando fome? É que nesses países não há mais nada prá explorar. Já foram explorados quando eram, na sua maioria, colônias britânicas.
    É prá isso que serve a tão decantada “democracia”? Prá terem um motivo de se apoderar das riquezas das nações?
    Agora estão “preocupados” em levar a tal “democracia” prá Venezuela!

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