Quem tem medo da democracia?

por Sulamita Esteliam

Na segunda, 08 (e não no domingo como postei originalmente) o sítio QTMD – Quem Tem Medo da Democracia? completou dois anos no ar. Sem qualquer tipo de patrocínio a não ser o talento, o esforço, a determinação, a dedicação e a perseverança de uma jovem e já experiente jornalista, carioca do Andaraí (fronteiriço à Tijuca), me corrige Ana Helena Tavares.

qtmd1_Ana Helena

Gente como Ana Helena Tavares me emociona, pela juventude, pela garra, pelo desassombro. Mas, sobretudo, porque alimenta a esperança – sempre a tal da esperança – de que nem tudo está perdido na profissão que escolhi exercer, e que há tempos me desencanta.

Tenho orgulho de ser sua amiga, virtual. Na única oportunidade que tivemos, até agora, de nos conhecer, há três anos, quando estive no Rio de Janeiro para o Rede Mulher e Mulher e Mídia 7, nos desencontramos.

Ana Helena Tavares me honrou com o convite para escrever, somando-se a vários amigos, para a celebração do aniversário do QTMD? O tema não poderia ser outro: Democracia. Afinal quem tem medo?

Transcrevo o que cometi, e que está lá, plantado no sítio de Ana:

democracia-1

Democracia, essa tal de liberdade que dá medo

Democracia, para além da definição clássica de regime político com soberania popular, é o exercício da tolerância nas diferenças. É um desafio que começa dentro de nós, permeia nossa casa, perpassa todas as nuances do convívio social e político.

Implica, necessariamente, respeito à liberdade, direitos e necessidades do outro. Independe de credo, etnia, cor, orientação sexual ou classe social. Ao tempo em que é a primazia do coletivo sobre o individual. Difícil, não?

A palavra que, talvez, melhor traduza democracia é igualdade, no sentido de compartilhamento, da divisão de direitos e responsabilidades. E é aí que a coisa pega, pois é da natureza humana achar que se é mais igual do que o outro.

Daí a necessidade de leis e normas que regulem as relações humanas. Ocorre que, quem cria a lei, as regras é o homem, e o faz, geralmente, para favorecer primeiro a si e aos seus. E quando alguém reivindica partilha das benesses, logo se sente ameaçado e acusa o outro, indivíduo ou grupo, de atentar contra a ordem estabelecida. É mais fácil e cômodo partilhar encargos.

Assistimos a isso todos os dias – nos lares, na esquina de casa, nas calçadas, na praia, nas ruas, no tráfego, nas escolas, nos locais de trabalho, nas sociedades privadas e associações, nos sindicatos, partidos políticos, parlamentos, governos, tribunais, na mídia e que tais…

Democracia é liberdade que exige partilha e compromisso. Partilha incomoda. Liberdade e compromisso dão medo. E o medo, escreveu Guimarães Rosa, “o medo é uma pressa que vem de todos os lados, uma pressa sem caminho (…)”

=> Este artigo é comemorativo pelo aniversário de 2 anos do Quem tem medo da democracia? que ocorrerá no dia 08 de Abril. Clique aqui para ler outros artigos especiais.

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PS: Ontem não consegui atualizar o blogue: dei apagão no início da noite, quando a intenção era apenas meia horinha de descanso. Só acordei hoje de manhã, com hora marcada no dentista e em cima da hora… É o prazo de validade querendo vencer… hehe.


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