Poema para Dilma – Pedro Tierra

Tive problemas sérios com internet desde a quinta-feira da semana passada. Reclamamos, ao ponto de termos duas visitas de técnicos da GVT nas últimas 48 horas.  Exercício de tolerância. Mas, também, de acúmulo de provas – até para um eventual reclame judicial, com base no Código Nacional do Consumidor.

Vinha trabalhando num artigo para postar aqui, com dados que dependem, essencialmente, de internet. Então, alguém compartilhou no FB uma postagem antiga deste blogue. Achei o máximo, e por oportuno, reblogo, com minhas desculpas pela ausência além da conta:

A Tal Mineira

500 anos esta noite


Pedro Tierra*

De onde vem essa mulher

que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher

que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.

Ver o post original 174 mais palavras


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