O jogo do ‘deus mercado’ e a reeleição de Dilma

Dilma durante visita ao BRT em Brasília-DF - Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13/Fotos Públicas
Dilma durante visita ao BRT em Brasília-DF – Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13/Fotos Públicas

 

por Sulamita Esteliam

Leio no Twitter que a bolsa de valores brasileira esteve em queda livre nesta segunda da última semana antes de irmos às urnas. Na abertura bateu em -4,9% e, no fechamento, o sítio eletrônico da Bovespa mostra -3,89% no índice quando da última negociação registrada, às 14:36.

Sinal de que os rastreamentos das pesquisas (trackings) apontam para nova subida de Dilma Roussef. É o que dizem analistas do meio.

Ótimo. O que é bom para o mercado, não necessariamente é bom para os pobres mortais da linha média para baixo da pirâmide social. Até porque neste sobe e desce, há muita gente enchendo as burras de dinheiro. O tal ‘deus mercado” vive do jogo especulativo.

Significa que as notícias não são boas para Marina Silva, que parece seguir a trajetória do mercado, que tem apostado no quanto pior melhor. Também não o são para o Primeiro Neto, que de fato é o preferido da roleta financeira.

Os números da economia vão na contramão do pessimismo, mas verdade é o que menos importa na bolsa de apostas. A questão é política, bem o sabemos: mentem a si mesmos, na tentativa de ganhar a simpatia do eleitorado e virar o jogo em favor da banca.

Helôôô…! O Zé Povinho não está nem aí para o terrorismo eleitoral, pois sabe muito bem onde lhe aperta os calos.

Só que, de fato, as coisas não andam bentas para os lados da Marina. Ontem a candidata ungida pelo PSB levou mais uma traulitada da presidenta Dilma durante o debate na Record.

Engasgou quando foi pega em novo flagrante de mentira, desta vez sobre o apoio à CPMF, a contribuição que ajudava a financiar a saúde. No Senado, ela votou contra, três vezes, e se omitiu uma – o que dá no mesmo. Leia outras versões sobre o debate aqui e aqui.

Logo cedo, hoje, no comecinho da manhã ouvi um carro de som anunciar a visita de Marina Silva ao Recife, com comício à noite no Cais de Alfândega.

Ela acredita que pode apagar a luz amarela acesa sobre a sua candidatura, também em Pernambuco. Com certeza vai arrastar mais um pouquinho o cadáver de Eduardo Campos pelo palanque para tentar ressuscitar o efeito comoção.

E aqui tem o respaldo da família do defunto, que crê piamente honrar a memória do falecido com tal atitude.

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Em tempo: Inadmissível a demonstração explícita de homofobia e de falta de decoro do candidato do partido nanico  PRTB, Levy Fidelix . Se ele não concorda com a união civil, e alega ter filhos e preservar a família, não pode confundir nossos ouvidos com penico. Devia dar-se o respeito.

Já que não o fez, pergunto se o Ministério Público Federal não vai tomar providências. À luz da lei – tanto no que se refere a postura homofóbica, quanto ao uso de dinheiro (fundo partidário) e concessões públicas para falar absurdos e obscenidades.

Ainda há quem ria. Alguém pode me dizer onde está a graça?

Vade retro!

 

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Postagem revista e atualizada às 22:14: correção de concordância verbal no segundo parágrafo e de pequenos erros de digitação em outros.


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