O triunfo da política sobre a mesmice da desconstrução

por Sulamita Esteliam
Dilma vestiu champagne para o debate na Globo - Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13/Fotos Públicas
Dilma vestiu champagne para o debate na Globo – Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13/Fotos Públicas

Noite passada, enquanto assistia ao debate dos presidenciáveis na Globo – tipo, todos contra a Dilma, inclusive as regras do jogo a favorecer combinadinhos entre os nanicos – lembrei-me da fala de Lula no Encontro dos Blogueiros, em São Paulo, em maio.

O ex-presidente, convidado para a abertura do encontro, chamou o PT às falas. Disse que era preciso ir para as ruas e fazer política, e deixar de apanhar calado. Enfrentar o debate “com argumentos que se usa na mesa de bar”. Referia-se à campanha ininterrupta da mídia contra o partido e seus governos.

João Ferrador, na criação de Laerte - Imagem capturada em Quadrinhólatra.Blogspot
João Ferrador, na criação de Laerte – Imagem capturada em Quadrinhólatra.Blogspot

“Nós temos responsabilidade. Temos que voltar a ser radicais, a vestir a camisa do ‘João Ferrador’ (personagem do jornal Tribuna Metalúrgica, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema em 1972) para dar orgulho às pessoas, não cair na mesmice, ou a negação da política vai prevalecer. O governo tem defeito, tem; todo mundo tem. Mas não podemos ter medo de comparar esses 11 anos, nem mesmo em matéria de corrupção”, ressaltou.

“É preciso mostrar aos jovens, sobretudo, como era o Brasil antes do Lula ser presidente. Quem tem 17/20 anos, hoje, não tem noção do ‘mar de rosas’ em que os tucanos deixaram este país. Se a gente não disser, quem vai dizer?”, questionou.

No debate de ontem, Dilma disse. Melhor, voltou a dizer o que tem dito ao longo de toda a campanha. Desmentiu, olho no olho, a cantilena do tal choque de gestão e da tal nova política : “Seu governo quebrou o país três vezes”, disse a um Aécio desconjuntado. “Quando se escolhe um presidente, se escolhe uma política econômica. Não é possível dar essa escolha aos bancos”, devolveu a uma Marina titubeante.

Pois então.

Lula prometeu, na ocasião, que faria uma ultima viagem, a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde se encontraria com Evo Morales para discutir questões ambientais. Depois, se dedicaria integralmente à campanha: “Eu tenho lado, candidata e partido”, disse.

Cumpriu a promessa. Clique para ler o que escreve Saul Leblon, em Carta Maior, sobre o último comício de campanha, em Diadema, São Paulo, na quinta.

Lula com Padilha em Diadema, SP, para fechar a campanha, depois de ter cruzado o país, sob sol e chuva - Foto Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Fotos Públicas
Lula com Padilha em Diadema, SP, para fechar a campanha, depois de ter cruzado o país, sob sol e chuva – Foto Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Fotos Públicas

 

Junto o vídeo que capturei no Youtube, a partir do artigo do Leblon. Dedico a quem adolesceu nos agora quase 12 anos de governos do PT, para conhecer a própria história. E para refrescar a memória de quem, adulto, se perde na narrativa de desconstrução da mídia venal.

Por que a verdade, não apenas fé, é o caminho:

 

 

Bom Dilma para todos/as no domingo. Torço para que escolha bem o governador de seu estado. E que seu voto ao Congresso e ao Legislativo estadual reflita o carinho e as necessidades do futuro do nosso país.

Temos muito o que garantir por lá, por aqui e acolá, nos parlamentos: o plebiscito constituinte para viabilizar a reforma política, a Lei dos Meios para tornar nossa mídia venal mais democrática e plural, a contrapartida de cada unidade da federação nas políticas públicas por um Brasil com menos desigualdade e mais justiça social.

Sem a Câmara dos Deputados, o Senado e as assembleias legislativas com equilíbrio de forças, presidente da República e governadores de estados podem muito pouco. Não é prerrogativa do Brasil. É lá, no Legislativo, que a chaleira chia e a jiripoca gira.

Feliz Dilma 13, Brasil!

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Postagem revista e atualizada às 17:05: correção de ortografia e gramática em diferentes parágrafos.

 


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