Dilma vai descentralizar o governo, diz Rosseto

por Sulamita Esteliam

Pensava em escrever alguma coisa sobre a retomada do leme pela presidenta Dilma, após alguns poucos dias de descanso no litoral paradisíaco da Bahia. Só que me enrolei em minhas idiossincrasias, e acabou não dando tempo.

Então, busquei na blogosfera algo nesse sentido que pudesse compartilhar com você. Fixei-me nesta entrevista de Miguel Rosseto, que reassume o Ministério do Desenvolvimento Agrário, após licença para atuar na campanha de Dilma Roussef à reeleição – também aqui.

Ele é um dos colaboradores próximos à presidenta, e que tende a integrar um dos núcleos centrais de articulação e comando da gestão a iniciar-se em 1º de janeiro. Ou seja: de um lado Casa Civil, Secretaria-Geral e Relações Institucionais, que faz a ponte com o Congresso e os estados/governadores; de outro, Fazenda e Planejamento, junto com  a Casa Civil para coordenar o governo. O cientista político Antônio Lassance escreve a respeito em Carta Maior.

Sim, hoje também o senador por Minas Gerais, Aécio Neves(PSDB) retornou ao trabalho, e prometeu rigor na oposição ao governo federal. Fazer oposição é tarefa que exige dedicação, vejamos como se sai o 1º Neto.

Recebido com festa por correligionários, manifestou-se contra os atos e pregações em favor do impeachment da presidenta Dilma e pela interferência militar. Reconheceu a ausência de fato que justifique a busca do impedimento, e autonomeou-se “democrata”. Menos ruim – clique para ler em Carta Capital.

Sim, previsível, aproveitou para minimizar e empurrar para o Jurídico de sua coligação a decisão de pedir a “auditoria especial” no resultado das eleições. Então, tá.

De qualquer forma, não colou. Depois do corregedor classificar o pedido como “incabível”, foi a vez do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, defini-lo como “extravagante e temerário”, ao por em risco a credibilidade do sistema eleitoral, gratuitamente. Janot recomendou ao TSE a rejeição, o que deve ocorrer esta semana.

 

Transcrevo a entrevista de Rosseto ao GGN:

 

Dilma vai alterar modelo centralizador de governo no 2º mandato, avalia ministro

 

Jornal GGN – Criticada pelo modelo centralizador de governo, a presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita no dia 26 de outubro, deve corrigir esse hábito e ampliar o diálogo político e social na condução do segundo mandato, a partir de 2015. É essa a avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, que estava licenciado até o início de novembro para atuar na campanha petista.

Em entrevista exclusiva ao GGN, Rossetto afirmou que Dilma tem uma compreensão clara do que significou a vitória apertada contra o candidato do PSDB, Aécio Neves – o placar ficou em 51% a 48% – e também do desejo de mudança manifestado pela sociedade nas ruas, desde junho de 2013.

De acordo com o ministro, Dilma vai “Construir a agenda [de mudança] a partir de sua liderança, sua iniciativa, sua inteira responsabilidade, mas em um ambiente de amplo processo de diálogo político e social. É melhor quando governamos assim. É mais transparente e a possibilidade de acertar é maior.”

“A presidente fala nisso com muita força. Ela sai com enorme autoridade política do processo eleitoral. Me parece que fala com uma compreensão clara do que significou o processo para o País, e faz um chamamento forte em dois sentidos: primeiro, para a agenda de futuro claramente adotada pelo povo brasileiro, com mudanças a partir de valores que apareceram na campanha – emprego, salário, renda, igualdade, combate a qualquer tipo de violência, Brasil mais igual e solidário. É essa agenda que ela vai perseguir. A reforma política é outra, porque não é possível mais esse controle econômico da democracia, que exclui, assim como a pauta”, exemplificou. O “segundo sentido” é justamente a abertura de diálogo, prometido pela petista já no discurso de vitória.

Imediatamente após a reeleição, Dilma fez um chamamento à Nação pela união em torno da paz e das agendas progressistas. Segundo ela, não há motivos para perpetuar a polarização política e programática assistida durante a disputa eleitoral, uma das mais difíceis da história. E, na visão de Rossetto, a fala da presidente foi “extraordinária”. “As eleição acabaram, há um resultado claro e uma agenda nova foi aprovada e está em construção no nosso País.”

Ainda em sua avaliação, tende a refluir, com o tempo, os casos de intolerância e preconceitos, as manifestações de ódio e os pedidos separatistas, frutos dos pensamentos de direita radical, contrários à vitória de Dilma.

 

 

 

 

 

 

 


2 comentários sobre “Dilma vai descentralizar o governo, diz Rosseto

  1. Sulamita querida brigadão pela boa matéria viu? Dar pra perceber mesmo o quão desafiador será esse mandato da presidenta Dilma! Eu vi no JN da TV Globo, não poderia deixar de ser, a receptividade ao Aécio no seu retorno ao senado, e eu continuo assustada! Esse cara nunca me enganou, ele vai tentar sim desestabilizar o governo da Dilma usando a má fé que ele mesmo construiu junto aos seus milhões de seguidores! Eu vi um comentário de um sociólogo, infelizmente não lembro o nome dele, fazendo um perfil do senador Aécio Neves. “…um político de caráter muito duvidoso, que não me convenceu em nada e que não diz para o que veio…” Bom, eu e acredito que todas nós avós brasileiras, não queremos um país separatista para @s noss@s net@s, né não? Grande abraço!

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