Milhares marcham pela água em São Paulo

 por Sulamita Esteliam

marchapelaagua sp_FB Carlos Mendes2

 

 

 

 

Passei o dia na rua, e sem condições de acessar o blogue. Mas, em meio ao emaranho de notícias da quinta, destaque para a #MarchapelaÁgua, organizada pelo MTST  – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que aconteceu na noite desta quinta, em São Paulo. Reuniu milhares: 10 mil, segundo a PM, 20 mil segundo mensagens nas redes sociais.

A manifestação começou no Largo do Batata, centro da capital paulista, invadiu a Brigadeiro Faria Lima, no sentido bairro, e chegou ao Palácio dos Bandeirantes. Um caminhão-pipa, com um boneco em forma de Alckimin numa banheira fez o abre-alas no protesto que durou cerca de duas horas, de acordo com o portal Terra.

É notícia que, provavelmente, terá pouco ou nenhum destaque na mídia venal. Os comentários nas redes sociais são de que, enquanto a marcha acontecia, a GloboNews mostrava os danos das baixas temperaturas no Rio Hudson, nos Estados Unidos, que estão congelando Nova Iorque.

No sítio da revista Carta Capital, enquanto isso, matéria dá conta da manutenção de tratamento diferenciado para uma lista de 292 empresas, enquanto milhares sofrem com o racionamento de água. O contrato com as empresas, ao contrário do que acontece com os reles mortais, premia o consumo, segundo apurou o jornal espanhol El País.

O assunto foi levantado pela Agência Pública, em janeiro, que pediu esclarecimento, com base na Lei do Acesso à Informação, e até hoje a Sabesp não respondeu. Fizeram cinco perguntas, cujo prazo legal para resposta termina dia 28.

São elas:

1. A Sabesp tem 500 empresas com contratos de Demanda Firme. São empresas como o Shopping Eldorado, que sozinho consome o mesmo volume de água do que 2.500 famílias de 4 pessoas. Esses contratos preveem descontos que podem chegar a 75%. Esses descontos continuam valendo mesmo com a ameaça de racionamento?

2. Quais as 500 empresas que possuem contrato de Demanda Firme e quanto cada uma delas consome de água?

3. Se os contratos de Demanda Firme continuam vigentes, por que a Sabesp não os renegocia, dada a gravidade da situação?

4. Quais incentivos ou cobranças a Sabesp está utilizando para as grandes empresas buscarem fontes alternativas de consumo de água?

5. O ônus para as empresas que aumentarem o consumo é o mesmo aplicado sobre a população ou também possui taxas de multa diferenciadas? Quantas já foram autuadas desta forma desde fevereiro de 2014?”

As coisas são como são.

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Potagem revista e atualizada às 14:13 horas: correção de erro de concordância verbal e pontuação na segunda linha do terceiro parágrafo: “Os comentários nas redes sociais são de que, enquanto…”

 


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