O limite da civilidade e o poder das palavras

por Sulamita Esteliam
Je_sui civilidade - Imagem capturada no Jornal GGN, do Luis Nassif, por ocasião do massacre do Charlie Hebdo
Je_sui civilidade – Imagem capturada no Jornal GGN, do Luis Nassif, por ocasião do massacre do Charlie Hebdo, em Paris, no início de janeiro

Hoje fiquei especialmente triste com alguns comentários que vi nas redes sociais.  Não estou sozinha, felizmente. A facilidade que alguns têm para atirar pedras e apontar o dedo é impressionante. As pessoas se esquecem do poder das palavras.

As palavras podem trazer alegria e tristeza, alento e desespero, emoção boa ou ruim, energia positiva ou negativa; podem induzir o equilíbrio ou a desesperança. Usadas como armas podem muito bem se transformar em bumerangue. É pela boca que morre o peixe.

E isso vale para os dois lados da linha invisível que separa o ser ou não ser, o lado A e o lado B, ou C ou D do espectro, e até mesmo o fio da navalha.

Um amigo das Gerais, companheiro de redação, de credo político e de amor às letras, chamou a atenção para a agressividade reinante no sagrado direito de se expressar numa democracia. A propósito do acirramento dos ânimos políticos neste nosso Brasil, transformado em cabo de guerra.

No olho dos outros, pimenta é refresco, diz a sabedoria popular.

Livre manifestação não abole as regras básicas da convivência. Muito menos o direito e o dever de se informar, de botar na balança o que capta, antes de trombetear e vomitar caca por aí.

De limite e de civilidade se trata. Tem toda razão, caro Eduardo Murta.

De pau pra cavaco, mas bem a calhar. Faz tempo não ouvia um comentário de Bob Fernandes na TV Gazeta, e busquei por ele nesta sexta carente de bom senso. Gosto do estilo e da firmeza dele.

É um jornalista compromissado com os fatos, e que procura mostrar as multifacetas da realidade. Um profissional que exercita e estimula o direito à dúvida.

Para embalar o fim de semana, três vídeos e o mesmo personagem:

1. A pauta da semana:

 

2. A pauta presente:

 

3. Bob Fernandes com o auxílio luxuoso de Abujamra

 

Buenas!

 

***************

Postagem revista e atualizada às 9:51 horas:  correção no último parágrafo: “três” e não “dois” vídeos como originalmente.


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