Querem secar o pulmão de Beagá, mas povo se mobiliza

por Sulamita Esteliam
Foto capturada no FB
Foto capturada no FB

Neste sábado que encerra a semana do meio ambiente, Belo Horizonte assiste o nascimento da Rede Verde. Nada mais, nada menos do que a união de diferentes movimentos com o mesmo objetivo: salvar o que restou das matas, serras, lagos, e parques, e praças, e jardins, e outras áreas de preservação ambiental na outrora Cidade Jardim.

Acontece na Praça da Liberdade, a partir das 14:00 horas. Estarão lá os movimentos em defesa da Mata do Planalto, Parque Jardim América, Fica Ficus, Serra da Gandarela, Parque Lagoa Seca, Região do Izidoro, dentre outros. Vai ter roda de conversa, piquenique e o primeiro ensaio do Bloco de Carnaval Parque Já.

Mobilização coletiva, sob a direção de coletivos, e às vistas da população, tem mais chance de lograr conquistas. A ideia central é a qualidade de vida urbana, das pessoas portanto.

O símbolo da luta pela preservação ambiental nessas terras já foi a Serra do Curral, o “horizonte” que cerca e deu nome à cidade, dilapidado pelo apetite das mineradoras. Uma luta inglória, que se mantém há anos.

Nesses tempos, os olhares e a preocupação se voltam para a Mata do Planalto, quase que o último reduto de mata atlântica da capital mineira. Uma área de 119 mil metros quadrados de exuberância verde, na Zona Norte/Região da Pampulha.

Ali existem 20 nascentes de águas cristalinas – que desaguam no degradado Ribeirão Arrudas, que por sua vez despeja no também maltratado Rio das Velhas , importante afluente do Rio São Francisco, que responde pelo abastecimento de Beagá.

Sem contar a fauna, animais de toda espécie, pássaros os mais diverso. Tudo está sob ameaça  de desaparecer. Em seu lugar, com o beneplácito das autoridades locais, se pretende erguer dois condomínios, com 750 apartamentos, que vão reduzir a área verde em 50%, segundo a própria construtora.

A comunidade protesta, e já conseguiu liminar na Justiça para barrar o projeto. Mas a gente sabe como essas coisas funcionam quando do outro lado está o poder do capital.

Não podemos esquecer de Pinheirinho, em São José dos Campos, do Cais José Estelita, Coque e Brasília Teimosa no Recife – apesar de toda resistência.

Já que temos pela frente um fim de semana, deixo alguns vídeos que capturei no Youtube, via páginas do movimento e da comunidade Salve a Mata do Planalto no Facebook. Ajudam a compreender o que acontece por aqui.

Pena que não consegui incorporar um mais recente, que mostra  a mata em toda a sua exuberância, o barulho da água, o canto dos pássaros, e o choro da saracura como que pedindo socorro. Clique para acessar.

1.Visibilidade essencial

 

2. O povo na rua

 

 

3. Os salvadores da Mata do Planalto

 

 

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Postagem revista e atualizada em 06.06.2015, às 14:38: correção de pontuação em diferentes parágrafos; e eliminação de frase repetida no sétimo – com minhas desculpas pelo vacilo.

 


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