O componente de classe no ódio ao PT

bandeira vermelha
Foto: Blog Algo a Dizer
por Sulamita Esteliam

A mídia venal, a face mais visível da oposição política ao partido no poder central, bem que se esforça. Mas o tamanho do ódio ao PT no eleitorado brasileiro não reflete o empenho: somam 12% aqueles que cultivam ódio ao partido, boa parte localizada nas capitais do Sul/Sudeste e dentre os de maior poder aquisitivo.

Um nítido componente classista, que a mim não surpreende, é o que constata pesquisa recente do Vox Populi.  Seu diretor, o cientista político Marcos Coimbra, analisa os resultados em artigo na última edição de Carta Capital.

Coimbra lembra que 12% (de 142,5 milhões de eleitores – em 2014) a renegar um partido político é, de fato, muita coisa. Todavia, “é um número bem menor do que seria esperado se levarmos em conta a intensidade e a duração da campanha contra a legenda”.

Além do que, observa, “a contraparte dos 12% que detestam o PT são os quase 90% que não o detestam”.

Os arautos do apocalipse e da intolerância devem estar se rasgando.

De seu lado, o  PT  parece não se aperceber disso, e se encolhe diante dos ataques. Exemplo é o resultado do 5º Congresso do partido, que acaba de completar 35 anos, semana passada em Salvador.

Nenhuma resolução de peso que dê combustível para enfrentar a guerra permanente, que não reflete o pensamento brasileiro.

Sorte é que o partido tem uma militância que se vira do avesso para manter a resistência.

Todos sabemos que o PT não é um coro de anjos.  Mas também não é a expressão do diabo, como querem fazer crer. E o povo sabe disso.

Marcos Coimbra chama a atenção para “duas consequências” trazidas pelo resultado da pesquisa referida: 1) a oposição erra quando se fia na minoria visceralmente antipetista, se o propósito é eleitoral; 2) erra o PT ao superestimar a imaginária maioria antipetismo, ainda que não se possa ignorar os problemas da legenda.

Se você não leu, confira a análise do cientista político: O tamanho do ódio.

A propósito, há dias recebi de Kadu Machado, por correio eletrônico, artigo do advogado Marcelo Barbosa, diretor do Instituto Casagrande, com análise bastante interessante sobre o papel do PT na transformação política do país.

Está publicado no Blog do Algo a Dizer. Compartilho, porque dá bom caldo para reflexão: O Moderno e o PT. E aproveito a foto que abre a postagem, capturada na fonte.


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