Viva Miró! Saúde, Miró!

por Sulamita Esteliam
Miró redivivo, pleno em sua criatividade - Foto capturada no Facebook/Miró da Muribeca
Miró redivivo, pleno em sua criatividade – Foto capturada no Facebook/Miró da Muribeca

Miró, o poeta da Muribeca, faz aniversário em 06 de agosto, 55 anos. E este é um aniversário especial. O poeta celebra seu re-nascimento, depois de quase ver de perto a face de Deus.

Um deus que ele não sabe se existe, mas que ele sempre procura, ainda que com irreverência e sarcasmo. E que, talvez por isso, se faz presente em sua poesia, desde sempre.

Quem na verdade risca nosso destino?

Estará Deus por trás de tudo isso?

Com Bic? 

                     Grafite?

Pintando oito vezes o teu nome na 

pedra da solidão?

Vejo tanto lirismo por trás dos teus óculos.

Será Deus daltônico?

Talvez esteja aí o mistério de tantas óticas

na Conde da Boa Vista.

(Correndo Risco – Ilusão de Ética, Livros e Letras Editora, Fortaleza/CE)

E mais fortemente, agora, em seu aDeus.

Existencial. 

“Canto de libertação”.

O lançamento se dá nesta quinta, a partir das 19:00 horas, no Bar Teatro Mamulengo, Praça do Arsenal, Recife Antigo.  São 33 poemas, editados em livro artesanal pela Mariposa Cartonera. Cada exemplar custa R$ 20.

Os versos de Miró, em mais de uma dezena de livros e livretos, espetam e sangram, cutucam e fazem rir – não raro de desespero.

Crônica nua e crua do cotidiano das gentes das grandes cidades. Desfavorecidas as gentes. Transgressores os versos – como o poeta, performático, e sua Muribeca. Marginais.

Mas, aí, a solidão bateu, forte, pesada, e quase abate o poeta. Salvou-o o amigo, também poeta, cineasta e médico Wilson Freire, a quem, depois de Deus, pediu socorro. Recuperado, celebra do jeito que sabe fazer melhor, com poesia.

Soube somente hoje dos perrengues do poeta, em crônica do colega Samarone Lima, no Marco Zero. Eu, que amo Miró, mas que andei fora do Recife nos últimos (quase) quatro meses: A morte passou de bicicleta.

Viva Miró! Saúde e energia boa, Miró! Que bom que você está bem.

Segue uma palinha de Miró em cena. Sua estreia no Teatro Santa Isabel, em 2009:



			

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