Sob a proteção das flores da resistência: #NãoVaiTerGolpe

Dezenas de milhares de Margaridas em defesa dos direitos das mulheres e da democracia - Foto: Angélica Almeida/Contag
Dezenas de milhares de Margaridas em defesa dos direitos das mulheres e da democracia – Foto: Angélica Almeida/Contag
por Sulamita Esteliam

Sempre que morei em casa, meu jardim teve canteiros de margaridas. Para mim são as mais belas flores. São alegres, simples, têm cheiro de mato, e são resistentes.

Sempre que posso, compro margaridas para minha casa. Desde que minha casa passou a se apoiar em pilares, aonde a terra só chega na sola dos sapatos, ora em forma de areia, ora em pó de asfalto.

Ontem e hoje cem mil, 70 mil, dezenas de milhares de margaridas cruzaram o asfalto de Brasília, gramado e galerias da Arena Mané Garrincha, cercaram o Congresso e cobraram coerência.

Marcharam, marcham e continuam marchando…

Em nome da terra. Em nome do trabalho. Em da comida. Em nome da natureza. Em nome da segurança. Em nome da igualdade e da diversidade. Em nome da autonomia. Em nome dos filhos. Em nome da cidadania. Em nome da Liberdade. Em nome da democracia.

Margaridas com fitas e margaridas nos chapéus. Reivindicam direitos. Oferecem força. Doam resistência. A resistência das mulheres e da flor-simbólica, também, em apoio à mulher-presidenta: #NãoVaiTerGolpe.

As Margaridas arrepiam Brasília desde 2000. Em defesa de seus direitos. E em tributo a Margarida Alves, líder rural paraibana, de Alagoa Grande, tombada em 1983.

A presidenta Dilma garante às parceiras que não haverá retrocesso de direitos
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E Dilma, “a Margarida que faltava”, a “Margarida de coração valente” encerra a V Marcha das Margaridas – resistentes feito a camponesa que as inspira.

A presidenta busca Lenine para traduzir, no discurso que encerra a marcha, circunstância e sentimento: “Em noite, eu vou traduzir ‘em tarde’, assim como esta: ‘Eu cantando numa festa, ergo o meu copo e celebro os bons momentos da vida. E nos maus tempos da lida, eu envergo, mas não quebro’. Nós podemos envergar, Margaridas, mas nós não quebramos. Nós seguimos em frente”.

 

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A cobertura da Marcha e outras coberturas relacionadas nos sítios alternativos:


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