Direitos Humanos no centro do debate em Beagá

por Sulamita Esteliam

XVIII MNDHNão posso deixar de registrar: Belo Horizonte recebe, desde a manhã desta quinta até o domingo 16, o  XVIII Encontro Nacional de Direitos Humanos, que acontece a cada três anos. O tema reflete a conjuntura: Participação social e reforma política para a garantia dos direitos humanos: enfrentando retrocessos.

Dois atos públicos entremeiam o encontro: o primeiro foca a reforma politica, e estava programado para o meio da tarde, em plena Praça Sete, centrão de Beagá; o segundo ocorre às 17:00 horas desta sexta, no Sesc Venda Nova – para onde o evento se desloca até o encerramento – e se opõe à redução da maioridade penal.

(Parêntesis que não se conforma: curiosa escolha para atividade de tamanha importância. Fazer um ato restrito aos ativistas da causa, ainda que envolva os movimentos sociais dos quatro cantos do Brasil, é falar para os de sempre, ao invés de ganhar cabeças e corações. Vá entender…)

A abertura oficial do XVIII, entretanto, se dá esta noite, na Escola Superior Dom Hélder Câmara, no Bairro de Santa Efigênia. Emir Sader, sociólogo, cientista político e blogueiro de Carta Maior, faz palestra sobre a temática central do encontro.

O evento é promovido pelo MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos. Engloba rede de 400 entidades filiadas Brasil Afora. Tem como objetivo fortalecer as redes e organizações sociais e ambientais, visando a difusão de informações para a cidadania e para o desenvolvimento sustentável.

A programação do XVIII Encontro do MNDH é extensa e, a partir desta sexta se desloca para o Sesc Venda Nova, na Zona Norte, depois da região da Pampulha. Lá acontecem rodas de diálogos simultâneas.

De Pernambuco, afora os movimentos sociais, lá estão o vereador Marcelo Santa Cruz, da comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Olinda e Manoel Moraes da Comissão Memória e Verdade PE. Integram a mesa com Ivan Seixas, da Comissão de Mortos e Desaparecidos da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, além do secretário municipal de Direitos Humanos de Goiânia/GO. Em debate, Os Memorais da Ditadura como Política Pública de Registro e Visibilidade das Violações.

Sábado, 15, é dia de debater a Conjuntura Política do Brasil e os Desafios para os Movimentos Sociais. O mote é o aprimoramento da organização para se avançar na agenda dos direitos humanos. Vamos combinar que com o atual Congresso está difícil…

Nilmário Miranda, secretário de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Social de Minas Gerais é um dos convidados, junto com Renato Simões, que coordena a Relaçao dos Movimentos Sociais da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Com eles, Sonia Mara Maranho, da Coordenação Nacional do  MAB – Movimento de Atingidos por Barragem; Silvio Neto, coordenador do MST/MG e  o deputado federal Refinaldo Lopes, presidente da CPI Contra o Extermínio de Jovens Negros.

O encontro se encerra no domingo, 16, com a Assembleia do MNDH, que elege e empossa direção e conselho nacional e articuladores nos estados.


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