Movimentos sociais apontam o rumo: é pela esquerda, Dilma!

São Paulo no clique de Luiz Pinto/Ag.PT/Fotos Publicas
São Paulo no clique de Luiz Pinto/Ag.PT/Fotos Publicas
por Sulamita Esteliam

Numa baita quinta-feira, o povo encheu as ruas das principais cidades brasileiras de alegria e energia boa em defesa da democracia e dos direitos sociais. A palavra de ordem deste 20 de agosto: #NãoVaiTerGolpe – nem retrocesso de qualquer natureza. Ou, aí sim, o Brasil vai parar.

O recado é claro. País afora, os movimentos sociais disseram que não aceitam que Dilma Roussef seja apeada da Presidência da República; nem que o governo se torne refém da agenda político-econômica derrotada nas urnas.

A saída para as dificuldades do governo e do país é pela esquerda.

Dezenas de milhares de pessoas organizadas nos movimentos sociais – com a classe, a força, a diversidade e o foco no que é essencial, próprio da classe trabalhadora.

Os números são múltiplos e divergentes, como sempre. Ficamos com os organizadores: CUT e demais centrais sindicais, MST, Movimento dos Sem Teto, UNE, movimentos de mulheres, dezenas de entidades. E também os partidos políticos à esquerda do espectro conservador.

O PT, finalmente, saiu da perplexidade na qual se acomodou.

Belo Horizonte fez bonito - Foto: Rogério Hilário/CUT-MG
Belo Horizonte fez bonito – Foto: Rogério Hilário/CUT-MG
No Recife, da concentração ao ato final reinou a tranquilidade - Foto: MudaMais/Twitter
No Recife, da concentração ao ato final reinou a tranquilidade – Foto: MudaMais/Twitter

Setenta mil na passeata, 100 mil no ato que finalizou a manifestação em São Paulo, que homenageou as vítimas da chacina de Osasco. Vinte e cinco mil no Rio de Janeiro, 15 mil em Belo Horizonte, 10 mil em Salvador e Brasília,  7 mil no Recife, outro tanto em Fortaleza, 5 mil em Manaus e em Curitiba… Aracaju, São Luiz, Teresina, Belém, Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, João Pessoa.

 

Uma das palavras de ordem nos sete cantos, #ForaCunha, está bem encaminhada: o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está indiciado pela Procuradoria-Geral da República.

A denúncia contra Eduardo Cunha, presidente da Câmara, escreve Fernando Brito no Tijolaço, “é detalhada, provada e devastadora”.

Palavra de jornalista responsável, que  leu todas as 80 páginas do indiciamento lavrado pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot – aqui e aqui, Poupou-me, por ora, o esforço.

Significa que, no entender do colega, não será por falta de subsídio fundamentado que o STF deixará de transformar Cunha de denunciado em réu. Esta a condição prevista no artigo 86 da Constituição Federal para que o presidente da Câmara seja afastado do caso até julgamento e sentença final do processo.

O Globo, insuspeito, traça o perfil de Cunha. É de arrepiar.

A saber se, desta vez, ele consegue safar-se.

Pela democracia e pelo Brasil - Foto: Roberto Parizotti - CUT
Pela democracia e pelo Brasil – Foto: Roberto Parizotti – CUT

 

 


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