Degringolou de vez, e não por falta de aviso…

aroeiravamppor Sulamita Esteliam

Bem que eu pautei Literatura e reencontros para esta sexta-feira, por que é véspera de fim de semana, e a gente merece um refresco.

Só que não dá. Vou ter que deixar para depois…

Degringolou de vez é a expressão para o desgoverno do mordomo moribundo. Não é por falta de aviso, e digo: demorou.

E só descarrilou com o aval do PIG, capitaneado pelas organizações Marinho, que voltou a dar ordens na Praça dos Três Poderes.

Provado está, até para aquel@s que nos ironizava, nós que denunciamos o golpe e a quem e para que ele serve. Vale muito à pena ler a íntegra do artigo do Glenn Greenwald, no The Intercept Brasil: “Novos escândalos de Temer comprovam que o impeachment visava a proteção dos corruptos”.

A propósito, compartilho o vídeo do Paulo Henrique Amorim em seu canal TV Afiada. Concordo em 80%; tenho observações a fazer, na sequência, e digo que valem os 100%:

 

 

PHA, que respeito e admiro, peca num detalhe: a Constituição Cidadã não será restaurada sem a anulação da farsa que se constituiu o impeachment da presidenta Dilma. Não é eleições diretas, já. É anulação do golpe, já!

A faca e o queijo estão nas mãos do Supremo Tribunal Federal: #AnulaTudoSupremo. É seu dever de guardião constitucional. Cumprirá seu dever? É o que veremos.

Se o fizer, como está destinado, então, a presidenta legítima, eleita pelo poder, todo, que emana do povo, reassume seu mandato. E, tem razão o 247: O Brasil deve um pedido de desculpas à Dilma.

Até 2018, restabelece-se o curso do rio da Nação, e organiza a transição, via processo de consulta popular, ou plebiscito pela Constituinte exclusiva para a reforma política.

Aí, sim, eleições livres e diretas gerais – para suceder Dilma Vana Rousseff e o “Congresso canalha“.

Enquanto isso, como tem se dado, e deu-se nesta sexta, a rua é o canteiro de obras, na expressão feliz do editorial da semana de Carta Maior. Transcrevo um trecho:

“Ir para a rua hoje, ocupar praças, escolas, locais de trabalho tem a mesma importância que a luta pelas Diretas e pela Carta Cidadã teve em 1984 e 1988.

Trata-se de quebrar a rigidez das circunstâncias econômicas com o peso dos interesses históricos da maioria da população.

A ferramenta organizativa capaz de fazer isso hoje no Brasil chama-se frente ampla.

A rua é o seu canteiro de obras. É nela que o lodo golpista pode ser drenado para dar passagem ao povo e ao novo: um ciclo de desenvolvimento com reformas estruturais capaz de erguer os pilares que faltam à ampliação da democracia social no país.”

Sim, enquanto a Terra Brazilis pega fogo, o augusto juiz Sérgio Moro, o justiceiro, põe as barbas de molho enquanto seu patrão Tio Sam celebra o Dia de Ações de Graças.

Resumo da ópera na pena do amigo Leandro Fortes:

“Um governo podre, corrupto, comandado por uma quadrilha cujo chefe acha normal um ministro encaminhar um assunto espúrio para ser resolvido pela AGU.

Tiraram uma presidenta eleita para instalar essa pocilga.

Em nome de quê?

De nada.

De nada que preste, bem entendido.

Somente para manter o negócio falido da mídia em pé, para engordar banqueiros e entregar as reservas do pré-sal a multinacionais.

Para acabar com direitos e instaurar a cleptocracia em nome da família, de Deus e de toda essa gente abjeta e ignorante que se vestiu de verde e amarelo para fingir que era contra a corrupção.

Não era, e todo mundo sempre soube disso.

Era só ódio de classe, de gênero, racismo, intolerância e fascismo.

O lixo que uma mídia ignóbil e uma classe média analfabeta política revolveram nas ruas.

E chegamos a isso: um Congresso venal, um Judiciário lamentável e um governo de corvos e abutres.

Viramos, depois de um sonho de nação ascendente, um País de merda.”

E muitos daqueles que foram para a praça, de camisa da CBF, juntar-se aos “milhões de Cunhas” em nome do golpe travestido de impeachment, agora entram em curto circuito.

Euzinha, bem à amazona, digo: agora aguentem; ou venham para rua para restaurar a democracia cidadã.

 

 

 


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