Dilma pedala, ciosa de que fez e faz a coisa certa

Em Porto Alegre, a presidenta Dilma gosta de pedalar na orla do Rio Guaíba – Foto: O Sul, há uma ano, um mês, e um dia
por Sulamita Esteliam

Comecemos pelo vídeo-pedalada.

Depois que a mala com 500 mil reais não é o suficiente para se processar alguém que exerce o mais alto cargo da República por corrupção passiva, prevaricação e obstrução da Justiça, vamos todos pedalar; está liberado.

Há que rir e caçoar, senão a gente pira.

Mas agora, falando sério, mas com leveza. Não vale à pena perder a ternura, mesmo que a esperança tenha ido ali ver se estamos na esquina…

Por obra e graça de Marcelo Sgarbossa, ciclista militante e vereador de Porto Alegre (PT), você pode conhecer um pouco mais de Dilma Rousseff, pedaleira por lazer, exercício e prazer, à beira do Guaíba.

O bate-pap0 deu-se no final de junho. E foi postado um mês depois no Youtube. Navegava por lá  noite passada, quando topei com a pérola.

Certa a Dilma. Que Presidência da República, que nada! O bom mesmo é “ver o sol nascer e (sentir) o vento na cara”.

 

 

Devo dizer que morro de inveja de quem sabe fazer três coisas, pode ser uma de cada vez: andar de bicicleta é uma delas; a outra é nadar – jamais consegui aprender.

A terceira coisa que me faz invejar quem sabe fazer é tocar violão. Euzinha, que gosto tanto de cantar, deveria, mas devo confessar que jamais tentei.

Será que a Dilma também sabe tocar violão?

Agora falando sério, o retorno: minha cara queima de vergonha quando me lembro da noite passada; a sua não!?

E olha que Euzinha e o maridão, mesmo completando 26 anos de escova de dentes no mesmo copo, exatamente no 02 de agosto de 2017, não fizemos nada de que devemos padecer em sã consciência.

Mas neste país, dia da vergonha está se tornando rotina, como nunca dantes.

 

O bom é que tem o dia seguinte. E dentre milhares de comentários, um rapaz saiu-se com esta:

 

 

 

 

Curioso é que a mídia nativa, venal, tenta aparentar ironia à sombra remota da indignação para lidar com a safadeza explicita da lambança, da qual é partícipe ativa.

Quer um exemplo? As Organizações Globo dão uma no cravo e outra na ferradura, no dia depois do novo dia da indignidade, valendo-se de dois veículos impressos sob seu controle.

1) Dá só uma sacadinha nas prévias da edição de sexta-feira de O Globo; note que chega a comparar as declarações dos deputados temeristas ontem e anteontem, na salvação do mordomo e na condenação de Dilma, a legítima.

Detalhe, revisão: boa-noite!, cumprimento, sempre teve e continua tendo hífen a despeito das já nem tão novas regras ortográficas.

2) Enquanto isso, o jornal Valor Econômico, que já teve sociedade partilhada com a Folha, mas resultou global, sonda o terreno para a terceira fase do golpe: mudar as regras políticas para ressuscitar o parlamentarismo, já que recusado duas vezes pelo povo brasileiro, em 61 e em 93 do século passados, sem contar o avesso do segundo reinado.

É para isso que serve o mordomo usurpador: só mesmo assim para tucano alçar voo de novo no Alvorada…!

Interessante que nosso complexo de vira-latas virou pó.  Poucos são os que se preocupam com o que dizem de nós no dito mundo civilizado.

A mídia internacional, boa referência para se saber o que de fato se passa neste país, nada de braçada. Difícil é fazer alemão, por exemplo, entender como se faz de pandora um circo.

Quer saber como? Vai aqui uma palinha, capturada no Tijolaço:

Parlamento do Brasil protege o presidente – Der Tagesspiegel, 03.08.2017

“O que os deputados brasileiros ofereceram foi, mais uma vez, um espetáculo indigno. Houve gritos e brigas, declarações de fé foram dadas e cédulas falsas de dinheiro foram arremessadas. Um deputado tentou tirar um boneco inflável de outro e, quando não conseguiu, resolveu morder.

Ao final, depois de mais de 12 horas de sessão, os parlamentares decidiram que o presidente do Brasil, Michel Temer, não deverá ser investigado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal: 263 deputados votaram pelo arquivamento do caso, 277 votaram pelo processo contra Temer.

As provas contra Temer parecem ser claras. Tão claras que 81% dos brasileiros se manifestaram a favor de uma investigação em pesquisas. A aprovação de Temer está em apenas 5%.

Mas os deputados não quiseram se unir à maioria da população. Parece estar claro por quê. Há semanas que Temer e seus seguidores assediam os deputados, oferecendo cargos e liberando verbas do orçamento para suas bases eleitorais. Foi assim que, nos últimos dias, cerca de 1 bilhão de euros foram para deputados que prometeram votar a favor de Temer.

Um observador comentou o resultado da votação com as seguintes palavras: Se Dilma Rousseff tivesse só a metade da sede de poder e da degeneração moral de Michel Temer, ela ainda estaria no poder.”

CQD.

Para quem fugiu das aulas de matemática ou pratica a negação da política: Como Queria Demonstrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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