Dilma não cogita Senado por Minas, e segue denunciando o golpe no exterior

por Sulamita Esteliam

Os mineiros podem dormir sossegados. Dilma Rousseff não sai candidata ao Senado pelo seu estado de origem, com o propõe, e faz campanha, o PT de Minas Gerais. O prazo para mudança de domicílio eleitoral termina neste sábado. Aliás, ousaria dizer que a hipótese sequer chegou a ser cogitada.

Não afirmaria o mesmo, com tamanha certeza, sobre possibilidade de candidatar-se pela sua Macondo política, que é o Rio Grande do Sul, mas para isso, há tempo de sobra para decidir.

Por enquanto, a presidenta Dilma, a legítima, segue viajando o mundo para denunciar o golpe parlamentar-jurídico-midiático que a depôs, há pouco mais de um ano, e ainda em curso.

Agora, mesmo, está em Moscou, para encontros políticos e conferências em universidades. Já esteve em São Petesburgo, também na Rússia, e na Finlândia.

De lá, em meio a todos os compromissos, a presidenta Dilma manifestou seu pesar e solidariedade pela tragédia de Janaúba, Norte de Minas. Postou no Facebook:

“DOR E SOLIDARIEDADE
Manifesto meu profundo sentimento de dor e tristeza pelos fatos ocorridos na cidade de Janaúba, em Minas Gerais.
Me solidarizo com as famílias das crianças mortas e com as crianças e adultos feridos no incêndio ocorrido na creche municipal.
Desejo de coração que todos os feridos se recuperem.
Situações como esta nos chocam, nos confundem e nos fazem temer por nossa capacidade de conviver em sociedade.
Mas espero que, ao mesmo tempo, acentuem em nós os melhores sentimentos de solidariedade, compaixão e amor ao próximo.
Um abraço a todas as famílias que, de alguma forma, estão sofrendo com este trágico e lamentável episódio.”

As quatro conferências que Dilma Rousseff fez no exterior versam sobre o tema América Latina: Políticas Públicas, Cidadania e Igualdade: Universidade de Helsinque, Universidade Estadual de São Petesburgo, Universidade Russa de Amizade entre os Povos e no Instituto América Latina da Academia de Ciências da Rússia.

A propósito, vale à pena conferir o relato de um brasileiro emocionado, embora crítico, sobre o encontro com a presidenta, durante e pós-conferência. O nome dele é Leonardo Custódio, engenheiro e ativista negro, mora em Helsinque.

Dilma viaja a convite do Clacso – Comitê Latino-Americano de Ciências Sociais, que celebra 50 anos de de atividades acadêmicas na Rússia e na Finlândia. Retorna ao Brasil na próxima segunda-feira.

Então, voltando ao inicio da conversa, sábia decisão no que diz respeito a Minas. Não vale à pena correr o risco, depois de todo o desgaste e aviltamento dos últimos dois, três anos, em que fizeram dela a Geni do Brasil. Esculhambar, registre-se, é próprio do fascismo, cadela em cio permanente.

Pena, no que toca a mim: Euzinha já estava pronta para transferir meu título eleitoral de volta à terrinha, só pelo prazer de votar novamente em Dilma Rousseff. Resta-me aplaudir o juízo da presidenta.

Está certo que em 2014, Dilma derrotou a máfia em seu próprio território – menos Beagá, que deu vitória a AhÉSim. Ele mesmo, o ex-governador e senador que vive no Leblon, e foi pego achacando o açogueiro corruptor confesso em 2,5 milhões, e que agora atende ao toque de recolher dado pelo STF. Fora a lista de Furnas, os aeroportos do titio e da pista de caminhada. É bom não esquecer.

Mas vá entender cabeça de mineiro…

Não obstante, é sábio lembrar que nosso estado elegeu nos últimos 12 anos, só inimigos do povo para representá-lo na Câmara Alta: Aécio Neves, Eduardo Azeredo e Antonio Anastasia. Tudo tucano de bico duro, maus perdedores e golpistas de primeira hora.

Azeredo, maestro do mensalão tucano, é aquele que renunciou ao mandato de senador para não ser cassado. Foi substituído pelo Zezé Perrela, o dono daquele helicoca, quero dizer, helicóptero flagrado com 4,5 toneladas de pó, que a PF e o MPF dizem que é do piloto .

Destarte, no dia em que a Constituição Cidadã completa 29 anos de proclamação, o A Tal Mineira acha oportuno e procedente trazer a fala da presidenta Dilma Rousseff, a legítima.

É símbolo de honestidade, da resistência a achaques e chantagens políticas, ao desmonte da coisa pública, ao Estado policial, à ignorância, à intolerância e ao obscurantismo. Males que, lamentavelmente, grassam em nosso País machista, misógino, conservador e cada vez mais triste.

Colheita acre e podre do estupro coletivo, com Supremo, com tudo, de que é objeto nossa Carta Magna. Violação que parece não ter fim e que joga, dia após dia, os direitos, o patrimônio e a soberania da Nação no lixo.

E é para lá que seguem os violadores, em passo acelerado e inexorável. Porque, se os homens fazem vistas grossas ou se resfestelam na lambança, a História não perdoa.

Fecho com o acesso ao vídeo da entrevista concedida à TV alemã ARD, no Rio de Janeiro, pouco antes de viajar para o exterior. Além de política, Dilma avalia seu atual momento de vida. Capturei em sua página no Facebook.

Clique para assistir. É narrado em alemão, menos as falas da presidenta, mas as imagens valem por mil palavras.

Sobre o golpe permanente, Dilma Rousseff vai direto ao ponto:

“Um dos motivos do golpe parlamentar no Brasil foi enquadrar o Brasil econômica, social e geopoliticamente no neoliberalismo. Um projeto que, através das eleições, foi derrotado por quatro vezes. Por isso deram o golpe, que ainda está em curso.”

 

 

 


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