Contra a censura judicial e da Band, Lula escreve carta, e Haddad e Manuela fazem debate paralelo – acompanhe ao vivo!

por Sulamita Esteliam

O A Tal Mineira se soma à rede alternativa na blogosfera para compartilhar a transmissão ao vivo do #DebateComLula, neste ato representado por Fernando Haddad, seu vice e porta-voz e Manuela D’Ávila a vice futura. A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e membro do Conselho Político da campanha Lula 2018, também presentes.

Só mesmo no Brasil do golpe jurídico-midiático, o candidato líder em todas as sondagens eleitorais está fora do primeiro de um sem-número de debates entre os presidenciáveis que disputam os votos dos brasileiros em 2018. A Luiz Inácio Lula da Silva, prisioneiro político em Curitiba, é negado o direito a voz, mesmo através de seus representantes.

Então, que se faça o debate paralelo, porque em tempos de mídia livre digital, todos nós somos comunicadores. E é nossa exercer a contra-hegemonia.

Cá pra nós, esses debates televisivos, além de chatos e amarrados em regrinhas de enquadramento, não permitem o diálogo real sobre o que interessa: o programa de governo dos candidatos. Quem assiste a um, vê todos e não aproveita nada. Ver só mesmo por ônus profissional.

Mas o direito de um é o direito de todos, ou deveria ser.

A in-Justiça negou em primeira e segunda instância o direito de Lula candidato participar, de qualquer maneira. E a Bandeirantes se acomodou, recusando alternativas fora do seu quadradinho de regras convenientes ao seu propósito. Não podemos nos esquecer que a emissora, como toda a mídia venal, é parte do golpe.

Depois chamam de mi-mi-mi a denúncia de perseguição jurídica e política. O mundo inteiro assiste estupefato o que acontece nesta Terra Brazilis. Aliás, nesta quinta, um grupo de juristas internacionais enviou carta à ministra-presidente do STF, Carmén Lúcia questionando as irregularidades que levaram Lula à prisão. Eles pedem rigor e independência na prática da lei.

Lula em ato na Praça da República – Foto: Ricardo Stuckert

Como bem diz Lula, em carta enviada à Band, que transcrevo mais abaixo, “o nome disso é censura”.

E a esquerda que se fará presente no debate, tem obrigação de se manifestar contra a falta de isonomia. Até acredito que Guilherme Boulos, candidato do PSol, que tem-se mostrado um sujeito íntegro, digno, é capaz de se posicionar a respeito. A conferir.

Leia a carta de Lula à TV Bandeirantes. Transcrevo via lula.com.br .

“A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tendo o direito de responder. A candidatura que lidera as pesquisas é impedida de debater com as demais suas propostas e ideias defendidas por milhões de brasileiros.

Viola também a liberdade de imprensa, impedindo que um veículo de comunicação cumpra seu dever de informar, e proibindo o público de exercer seu direito de ser informado. O nome disso é censura. Sou candidato porque não cometi nenhum crime e tenho compromisso com este povo que, em 2010, ao final de meu mandato, concedeu-me o maior índice de aprovação de um presidente na história deste país, com 87% de avaliação positiva.

O Brasil precisa debater seu futuro de forma democrática. Ter eleições onde o povo, que já viveu dias melhores em um passado recente, possa escolher que caminho quer para o país, com a participação de todas as forças políticas da nação.

Luiz Inácio Lula da Silva”


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