Dos limites, do caos e da responsabilidade

por Sulamita Esteliam

Ontem fui vencida pelo cansaço, literal e metaforicamente. Tive um dia cheio, corrido, e quando chegou à noite, hora que conseguir chegar ao blogue, o computador resolveu travar feito carroça velha.

Exausta e, antes que a vontade de jogá-lo na parede me dominasse, fui dormir. Ando assim, com os limites encurtados e tesos.

Toda a obscuridade acachapante desses tempos tem me feito muito mal. Acredito que a você também. Escancararam a caixa de pandora e ninguém sabe aonde foi parar a tampa.

Sei que não é hora de jogar a toalha, por isso insisto por aqui. Todavia, devo ser sincera, a cada dia fica mais difícil tocar o barco em meio à tormenta.

O traço do amigo Cau Gomez traduz à perfeição o que me vai n’alma. Obrigada.

Minha tenacidade anda claudicante.

No entanto, bem sei, resistir e agir é preciso. Aprumar a espinha, serenar o coração, erguer a cabeça e dar as mãos para segurar o leme e fazer a travessia.

E nós, que lidamos com a informação e fazemos da comunicação nosso labor, precisamos dar o exemplo.

Muitos de nós andaram pisando fora do quadrado, compactuando com o desmantelo que ameaça nos engolir, junto com o que resta de um país chamado Brasil.

O poder destruidor da narrativa está mais do que provado. E o poder da pena é responsabilidade nossa.

O movimento inverso, que se observa ante o caos em que nos atolamos, é bem-vindo. Que não seja motivado apenas pelo instinto de sobrevivência.

Quero, aqui, saudar a direção recém-empossada da ABI – Associação Brasileira de Imprensa. Desconheço a maioria, mas, ao que consta, reúne profissionais experientes e de bom proceder no capítulo da ética e responsabilidade, com o necessário e refrescante vigor das gerações mais novas.

Gente disposta a reconstruir a entidade, recuperar seu papel de defesa das liberdades democráticas, que, nos últimos anos, andou circundado pela omissão.

Compartilho a nota divulgada na quarta-feira, a propósito de somar as forças vivas da nação para garantir a liberdade expressão com responsabilidade, o Estado Democrático de Direito:


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