Recife e Olinda, as cidades piscianas choram seus mortos

por Sulamita Esteliam

Esta cidade que me acolhe
no encontro das águas,
do Sol com o mangue,
do sal com o homem,
do barro com o mar.

Esta cidade que me foge
nas curvas do traçado
de becos e vielas,
ilógicas fronteiras
da vida que pesa
no lombo das gentes,
no escuro dos rios,
na linha das pontes.

Esta cidade que palpita
no troar de sua música,
no passo, no verbo e no traço
da alegria de ser lúdica,
dupla, dúbia, múltipla …
o orgulho de se pertencer:
Recife libertária.

(Euzinha mesma, por ocasião dos 474 anos do Recife, completados dia 12 de março de 2011)

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