Fachin, do TSE, e o cala a boca com endereço

por Sulamita Esteliam

Sem dúvida, a melhor frase do dia e dos últimos tempos é a do ministro Edson Fachin, que preside o TSE – Tribunal Superior Eleitoral: “Quem trata de eleição são as forças desarmadas”.

Diz mais o ministro: “E, portanto, as eleições dizem respeito à população civil, que, de maneira livre e consciente, escolhe seus representantes“.

Pois é um cala boca na milicada e seu comandante supremo, manietado pelos generais de pijama e no comando das Forças Armadas. O Coisa-Ruim não sabe o que faz em deus delírios golpistas e irresponsáveis.

Fachin aproveitou a visita ao centro de teste das urnas eletrônicas, pivô da falsa polêmica, para, ao lado do colegiado do TSE, afirmar para coleguinhas da imprensa que “a Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja [queira] tomar as rédeas do processo eleitoral”.

“Não admitirmos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar. Quem vai ganhar as eleições é a democracia. Nós vamos diplomar os eleitos e isso certamente acontecerá. Há muito barulho, mas esse tribunal opera com racionalidade e técnica.”

Por importante, compartilho o vídeo com a íntegra da fala do ministro:

Então, como diria minha avó: “quem fala demais dá bom-dia a cavalo”!

Desespero de causa, teste ou blefe para desviar a atenção do aprofundamento da crise econômica refletida nos carrinhos de supermercados, cada vez mais vazios ao longo do desgoverno do inominável.

Nem vou falar das pesquisas eleitorais, todas, a chocalhar os miolos, ou o que resta deles, do candidato à reeleição.

Está aí o efeito da inflação dos alimentos, a maior de todos os tempos desde 1996, quando o Real ainda era um bebê para não me deixar mentir. Falta comida e sobra aflição na mesa das famílias brasileiras.

E não adianta mentir e dourar a fantasia com a comparação fajuta dos preços da picanha e do salário mínimo no Canadá, em dólar, e no Brasil do real desvalorizado.

A picanha, para quem gosta e pode comprar, é 13 vezes mais cara aqui do que no país citado. E o salário mínimo, que lá compra picanha, é pago em horas trabalhadas; se convertido em real, é cerca de 12 vezes maior do que o mínimo no Brasil transformado em horas de trabalho.

É de poder de compra que se trata, não de incontinência verbal. Veja, no bom sentido, o infográfico comparativo preparado pela equipe Lula:

Salario e picanha Canadá x Brasil

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Fontes requisitadas:

TSE

Carta Capital

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