Adeus, Chaves, os amigos dizem presente!

Por Sulamita Esteliam

Estou triste: logo de manhãzinha recebi a notícia de que um amigo querido, companheiro de trabalho de 12 anos, encantou-se. Janildo Chaves, comunista, professor, guerreiro das boas causas, agora é estrela. Que o Universo o acolha com a generosidade com que ele próprio conduziu sua vida.

Mesmo quando trilhou caminhos enviezados – e quem não o fez? -, os passos buscavam veredas coletivas, que levassem a ancoradouros que pudessem ser partilhados.

Orador memorável, conselheiro enérgico e provocativo, algumas vezes sucumbia à própria carga energética que dele se apossava. Mas é de Chaves esta frase, lapidar, sobre a morte: “Quando um comunista morre, a gente fala: presente, presente, presente!”

Amou, como ninguém, a companheira de uma vida inteira, Hélia, também mestra e militante como ele. Quando ela partiu, há alguns anos, pensou que iria ao seu encalço, mas resistiu. E cuidou da casa e dos filhos em fase de crescimento, com carinho e cuidados de pai que aprende a ser mãe.

Janildo Chaves de Albuquerque nasceu baiano, em Paulo Afonso, a 18 de janeiro de 1953. Mudou-se para o Recife, onde se formou, lecionou, casou, gerou filhos… Foi dirigente do Sindicatos dos Professores e assessor político do Sindicato dos Bancários de Pernambuco até recentemente, quando mudou a direção.

Clique para ler, em Palavras-Pontes, blogue da Fabiana Coelho, o poema-homenagem que ela escreveu para nosso amigo.

Hipertenso, teve os problemas de saúde agravados no último ano. Internado há cerca de 40 dias, no Hospital Santa Terezinha, no Recife, faleceu justamente na manhã do dia em que receberia alta – de enfarte. Seu corpo está sendo velado no Parque das Flores – Velório 4. O enterro será às 17 horas.


9 comentários sobre “Adeus, Chaves, os amigos dizem presente!

  1. Recebo com tristeza a notícia do falecimento do colega Janildo Chaves.
    Tive o privilégio de conviver com ele quando cursava Geografia na UFPE.
    Após saber a noticia por nossa colega Lucia Cristina, fiquei um bom tempo
    revendo no pensamento os momentos que passamos juntos. Lembrei de nossas
    bringadeiras… É isso mesmo bringadeiras. Ele tinha o dom de me irritar…
    E o fazia muito bem… Tão bem que não conseguia ficar brava muito tempo e sempre terminávamos em gargalhdas daí o termo bringadieras (brigas+brincadeiras).
    A última vez que o vi foi no Hospital Esperança quando perdeu a sua companheira, a saudosa Hélia. Vai em paz amigo… Muit agente hoje está com uma saudade a mais.

  2. Me desmancho em lágrimas ao ver homenagens como essa… me enche de orgulho de ver o quanto era respeitado e amado por todos que o rodeavam… além de tudo um grande homem, um grande pai. Hoje só me resta viver de sua lembrança e seus ensinamentos, e não poderia esquecer do seu amor tanto por mim e meus irmãos, quanto o seu amor pela minha mãe, que em momento algum ele deixou de lembrar e amar, e hoje tenho certeza que está muito mais feliz do que nós por estar ao ao lado dela. Fico grata pela homenagem, tenho certeza que se emocionaria ao ler isto.

  3. Muito obrigada pela linda homenagem a meu pai. É gratificante saber que ele,além de amado por nós,os filhos,também deixa boas recordações entre os amigos. E a ele,só me resta agradecer pelo pai,avô e amigo que ele sempre vai ser na minha vida.

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